Westworld volta com nova ameaça em episódio empolgante

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Westworld volta com nova ameaça em episódio empolgante

Série da HBO retornou para sua quarta temporada; leia o recap

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4 min de leitura
Beatriz Amendola
26.06.2022, às 23H00

Westworld passou duas temporadas centrando sua história no processo que levou os anfitriões do parque homônimo a adquirir senciência – e a tentar se libertar do roteiro que programava cada aspecto das suas vidas. Na terceira, isso foi reproduzido no mundo fora dos parques, com a descoberta de que uma grande inteligência artificial, o Rehoboam, determinava cada aspecto da vida humana. O quarto ano da série, que estreou neste domingo (26) na HBO, retoma esse elemento de formas mais misteriosas, mesclando-o com novas ameaças.

[ATENÇÃO: O texto abaixo contém spoilers do primeiro episódio da quarta temporada de Westworld. Não leia se não quiser saber o que acontece.]

O primeiro episódio da nova temporada, “The Auguries”, introduz o público a uma trama situada sete anos após o fim dos eventos do terceiro ano, que culminou na destruição de Rehoboam e na morte da Dolores original (Evan Rachel Wood). Em uma espécie de Nova York futurista, conhecemos Christina (também Wood), uma roteirista responsável por criar as histórias dos NPC (personagens não-jogáveis, na sigla em inglês) para uma grande empresa de games.

Tentando trabalhar em uma história sobre uma jovem que vive só com seu pai e cuida dele (lembra Dolores no parque, não?), ela logo vê os limites entre o real e virtual ficarem cada vez mais tênues: Christina é vítima de Peter, um stalker que a acusa de ter alterado o rumo de sua vida com seu jogo – uma história em que um homem perde tudo, começa a perseguir uma garota e, no final, “todo mundo morre”, como bem lembra a roteirista, em uma conversa agourenta com seu chefe.

Ao fim do episódio, Peter de fato morre, ao se jogar de um prédio às vistas de Christina. E em se tratando de Westworld, é claro que não há coincidências: algo tomou o lugar do Rehoboam? Estaria Christina contribuindo para uma nova tecnologia sem saber? Se trata de uma simulação à la Matrix? São possibilidades que ficam abertas depois de “The Auguries”, mas que não são as únicas a intrigar…

Isso porque o episódio também apresenta uma nova tecnologia capaz de manipular as vontades humanas logo em seu primeiro segmento – uma cortesia de ninguém menos do que William, o Homem de Preto (Ed Harris).

Ele surge querendo comprar uma empresa de armazenamento de dados onde está algo que ele alega ter sido roubado oito anos antes, em uma possível referência aos dados do Sublime, o pós-vida dos anfitriões. Quando um homem lhe diz que a empresa não está à venda, William logo diz que no dia seguinte a levará sem pagar nada. A ameaça se conclui quando, depois de um encontro com um enxame de moscas em seu quarto, o homem mata seus associados e entrega o controle da empresa para William, antes de pôr fim a sua própria vida. Tudo claramente contra sua vontade. Estaria essa nova tecnologia sendo usada contra Christina? E, mais importante, por quê?

Aqui, vale lembrar: o terceiro ano terminou com o William real sendo aparentemente morto por uma versão anfitrião de si, a mando da cópia de Dolores que está no corpo de Charlotte Hale (Tessa Thompson) – a quem vamos nos referir como Holores – e que está determinada a destruir a humanidade, custe o que custar.

Os planos de Holores e William incluem, claro, eliminar aqueles que representem ameaças a seus objetivos, onde se encaixam Maeve (Thandiwe Newton, sempre ótima) e Caleb (Aaron Paul). A anfitriã vive isolada em uma cabana, mas é forçada a sair da reclusão depois que capangas de William tentam matá-la. Já Caleb, agora casado, pai de uma filha, e ainda lutando com seus traumas, vê seus maiores medos se concretizarem quando se torna, também, alvo de um assassino enviado pelo Homem de Preto. Os caminhos de ambos se cruzam, e eles terminam o episódio retomando a parceria para fazer frente ao vilão.

Longe dali, vemos novamente Christina… e enquanto ela imagina uma história com um final feliz na varanda de seu prédio, a câmera mostra um rosto familiar olhando para ela na calçada: o de Teddy (James Marsden). Mas provavelmente não se trata do anfitrião, já que a consciência dele está no Sublime. Seria então uma contraparte de Teddy no mundo real? Ainda não sabemos, mas o romance parece estar, mais uma vez, no destino de ambos, especialmente considerando que a trilha que embala o momento é uma versão instrumental da bela “Video Games”, de Lana Del Rey.

À moda já estabelecida pela série, o retorno de Westworld trouxe mais perguntas do que respostas. A história de Jonathan Nolan e Lisa Joy, entretanto, continua atrativa e intrigante, e o capítulo inicial da temporada dá a sensação de um bom retorno à forma, abrindo caminhos para expandir ainda mais a mitologia complexa de sua trama.

Os episódios de Westworld são exibidos aos domingos pela HBO e pela HBO Max

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