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The Walking Dead | Elenco e criadores falam sobre a terceira temporada na Comic-Con 2012

"As temporadas anteriores foram sobre medo. Esta é sobre ódio", diz Sarah Wayne Callies

Érico Borgo
13.07.2012
15h28
Atualizada em
29.06.2018
02h48
Atualizada em 29.06.2018 às 02h48

Na manhã desta sexta, na Comic-Con 2012, o elenco, os produtores e o criador de The Walking Dead, Robert Kirkman, receberam a imprensa internacional para discutir a terceira temporada da série.

Robert Kirkman

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Robert Kirkman

Sarah Wayne Callies

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Sarah Wayne Callies

Norman Reedus

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Norman Reedus

Danai Gurira e David Morrisey

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Danai Gurira e David Morrisey

Walking Dead poster

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andrew lincoln

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Andrew Lincoln

Kirkman, que comemora em San Diego a centésima edição da HQ que inspira o programa de TV, começou explicando as mudanças entre o material original e a adaptação para as telas. "Gosto de manter a HQ e a série ligeiramente diferentes, para a minha própria sanidade. Estou trabalhando nela há tanto tempo que fico entusiasmado com todas as novidades que conseguimos inventar e as novas maneiras de ver os personagens e eventos", disse. "E também é legal para os fãs, já que dá elementos inesperados para que todos se mantenham interessados". O criador está extremamente orgulhoso da adaptação: "Eu acho este o programa de TV mais legal já feito. Zumbis sendo decepados no horário nobre? Sensacional!"

Para os produtores, o programa continua tão empolgante quanto era no início. "O medo da morte é o que move o show - e isso é internacional, de quase todas as culturas, o que explica o sucesso do nosso programa ao redor do globo" , garante a produtora Gale Anne Hurd. Ela também atribui esse retorno à maneira como eles reuniram um elenco e equipe que trabalham muito bem juntos, incluindo Greg Nicotero, que começou como especialista em efeitos especiais e hoje é um dos produtores.

"Estou empolgadíssimo com a prisão", diz Nicotero sobre o cenário principal da terceira temporada. "O trabalho que fizeram nela é surpreendente. Parece tudo de verdade quando estamos ali no set. No primeiro episódio desta temporada conseguimos mais zumbis do que na anterior inteira. Tentei fazê-los mais decompostos, já que estão apodrecendo lá no escuro da prisão há algum tempo, desde o início da infecção zumbi".

Nicotero também evidencia os motivos de Walking Dead ser tão gráfico em termos de violência e gore. "As nojeiras são necessárias porque queremos mostrar a fome dos mortos-vivos e como eles não estão cientes de sua própria condição e, literalmente, vão se despedaçar para chegar à sua comida. O visual tem que servir à história e isso é algo que aprendi trabalhando com George Romero". Para o profissional, zumbis lentos são o único tipo que existe. "Eu sou um entusiasta dos zumbis lentos. Eles ficam um pouquinho mais rápidos quando há comida por perto, mas eu amo eles lentos. Estou sempre de olho nos figurantes pra ver se tem alguém rápido demais ali...", completou.

Andrew Lincoln, que vive o sobrevivente Rick Grimes, também valoriza o trabalho da produção. "A atmosfera no set é incrível, maravilhosa e agradável - mas quando as câmeras começam a rolar tudo fica extremamente visceral e cruel, em parte pela qualidade dos cenários e da maquiagem - dos valores de produção - o que valoriza o calor das emoções primais que evocamos no programa. É um mundo extraordinário esse criado por Robert Kirkman".

Sarah Wayne Callies, que vive a esposa de Rick, aprecia como os valores são tratados - e deturpados - no programa. "É uma grande honra trabalhar nesta série especialmente pela maneira como podemos explorar os perigos de um casamento em um ambiente tão opressivo. A diferença para esta temporada em relação às demais é que as anteriores foram sobre medo. Está é sobre ódio. Estamos no fim do mundo e as coisas estão se desintegrando. Laurie é mãe, uma figura sexual e alguém que fez uma grande besteira. A reação a ela é interessantíssima. Eu adoro".

Norman Reedus, o Daryl Dyxon, partilha da opinião de Sarah. "A complexidade dos humanos - e tudo o que nos transforma em pessoas tão difíceis às vezes - é o que mais me interessa na série. E nesta temporada, em que o roteiro está melhor do que nunca, esses elementos ficarão ainda mais evidentes. E pode ser que meu irmão apareça por aí..."

Pra completar, os novatos no programa Danai Gurira (Michonne) e David Morrisey (Governador), também falaram sobre o que esperam desta temporada e seus personagens.

"Eu só quero matar alguém nas telas! Estou empolgadíssima e foi sensacional aprender a usar as espadas. Michonne sabe exatamente o que deve fazer para ficar viva. Os dois zumbis que ela carrega estão cheio de pistas disso... se eles não têm braços e mandíbulas não podem feri-la e servem ao seu propósito. Enfim, quem você seria em uma situação de guerra? No que se transformaria? Essa é a pergunta que me motivou a aceitar o trabalho e me ajuda a criar minha personagem", diz Gurira.

Morrisey, porém, preferiu falar pouco, para não entregar surpresas. "O Governador é um sujeito adorável. Ele é só incompreendido", brinca. "Eu cheguei ao programa já um fã. Adorei desde o começo e quando a oportunidade chegou para que eu entrasse nele, me joguei. É maravilhoso trabalhar nesta série", completou.

The Walking Dead retorna à TV entre setembro e outubro nos EUA, sem data oficial divulgada. Veja as primeiras imagens da nova temporada na galeria The Walking Dead.

Veja também o Painel de Walking Dead na Comic-Con 2012