Cena da última temporada de The Walking Dead

Créditos da imagem: Divulgação

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The Walking Dead retoma agilidade e tensão em bom início

Série estreia no Brasil pelo Star+ no dia 31 de agosto

Beatriz Amendola
22.08.2021
10h00

Depois de uma ótima décima temporada, The Walking Dead tropeçou com os episódios extras exibidos no início do ano, que pouco acrescentaram à história -- uma provável consequência da produção reduzida em meio à pandemia de covid-19. Mas o início da 11ª e última temporada da série, felizmente, deixa isso para trás.

O Omelete assistiu aos dois primeiros episódios do novo ano, a convite do Star+ -- e eles são um começo promissor para uma temporada que será longa, com 24 episódios ao todo.

Estes dois primeiros episódios são, apropriadamente, intitulados “Aqueronte - Parte 1” e “Aqueronte - Parte 2”. Aqueronte, na mitologia grega, é um dos rios do submundo; o rio onde fica Caronte, o barqueiro que leva as almas que terão seus destinos julgados. É, por isso, conhecido como o rio da tristeza ou do infortúnio. Em Walking Dead não há um rio, mas um conjunto de túneis subterrâneos, que levam um grupo de sobreviventes a uma missão potencialmente suicida em busca de comida.

Os túneis, sobras de uma antiga rede de metrô de Washington, se provam um bom cenário para a trama. A atmosfera claustrofóbica amplifica as tensões do grupo liderado por Maggie (Lauren Cohan) -- mais sobre isso em breve -- e permite que o diretor Kevin Dowling (The Americans) crie sequências de ação visualmente interessantes e criativas, mais inspiradas do que o normal para a série. Uma em particular, envolvendo Daryl (Norman Reedus), se destaca, mas não vamos estragar a surpresa aqui.

Em paralelo às ameaças que o grupo encontra pelo caminho, ganha espaço o conflito crescente entre Maggie e Negan (Jeffrey Dean Morgan), algo em que os episódios extras ainda não haviam conseguido se aprofundar. Negan é levado na missão para servir como guia, mas isso não significa que Maggie esteja feliz com sua presença, o que leva ambos os personagens a confrontar seu passado. No processo, o roteiro deixa claro que os dois são mais parecidos do que acham -- o que deve ter desdobramentos interessantes ao longo da temporada.

Yumiko em cena da última temporada de The Walking Dead
Divulgação

Os dois primeiros episódios também reservam momentos para acompanhar Ezekiel (Khary Payton), Eugene (Josh McDermitt), Yumiko (Eleanor Matsuura) e Princesa (Paola Lazaro), que foram detidos no Commonwealth e são questionados por investigadores. As sequências trazem alguns detalhes interessantes do novo território da série, e também servem de base para ótimas atuações do quarteto; em especial, de McDermitt.

É necessário reconhecer que o resultado final teria mais força se os dois episódios fossem exibidos seguidamente, e não em semanas separadas. Mas, amarrando bem suas duas tramas, a showrunner Angela Kang dá à leva final de The Walking Dead um bom início, que instiga a vontade de ver mais e deixa ganchos atraentes para os capítulos seguintes -- um presságio nem um pouco infeliz.

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