The Walking Dead | Alpha demonstra seu poder e frieza no episódio 11 do 9º ano

Créditos da imagem: The Walking Dead/AMC/Divulgação

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The Walking Dead | Alpha demonstra seu poder e frieza no episódio 11 do 9º ano

Líder dos Sussurradores mostrou potencial em "Bounty"

Arthur Eloi
25.02.2019
15h28

Por mais que os Sussurradores sejam o grande destaque da segunda metade da nona temporada de The Walking Dead, a série está lentamente apresentando o potencial de seus novos vilões. Após explicar as origens da líder Alpha (Samantha Morton), "Bounty" dá um gostinho do que eles são capazes.

[Cuidado! Spoilers do episódio mais recente de The Walking Dead abaixo]

O capítulo retoma o impasse em que o grupo de antagonistas confronta os sobreviventes de Hilltop, com o objetivo de resgatar Lydia (Cassady McClincy). Essa é a primeira vez no programa que os protagonistas - e os espectadores - conseguem visualizar a dimensão do que estão lidando, com um exército de mascarados tomando os portões da comunidade.

A cena ajuda a ilustrar tudo que foi falado em "Omega", mostrando como Alpha toma controle da situação com frieza - algo que se estende para seus seguidores, que sequer tremem diante da presença dos mortos-vivos. Com sotaque carregado, Morton tem presença de peso e ameaça ao definir como a situação será conduzida, mesmo que Daryl (Norman Reedus) e os demais inicialmente não concordem com isso.

A vilã tem muito potencial por ser completamente diferente dos anteriores: ao invés da dupla-personalidade do Governador, ou da ironia sádica de Negan, Alpha é inteiramente cruel e perversa. Tudo que foi falado por Lydia é demonstrado aqui, como a dedicação da líder pela sobrevivência dos Sussuradores, a fidelidade dos seguidores - chegando até mesmo a sacrificar um bebê sem hesitar muito - e a mão firme com qual exerce seu comando. Se bem utilizada e desenvolvida, a série tem um enorme potencial narrativo nas mãos.

Ao mesmo tempo que a situação acontecia em Hilltop, Ezekiel (Khary Payton), Carol (Melissa McBride) e seu grupo do Reino fazem uma missão paralela para resgatar um projetor de filmes em um cinema abandonado. A subtrama, mais otimista, dá um bom respiro e contraste à tensão sombria do arco principal, e é bem coerente com a intenção do Rei de reunir as comunidades e olhar para o futuro da sociedade que estão construíndo. É um lado que oferece um pouco mais de otimismo ao universo do programa, e ajuda a relembrar do valor do entretenimento nos momentos de crise - ainda mais quando, no caso, há toda uma geração que apenas sabe o que é sobreviver.

Com uma vilã de peso e arcos diversificados, The Walking Dead está trabalhando com um material bem rico, seja por adaptar um arco forte das HQs de Robert Kirkman quanto por desenvolver bem seus vários personagens. O ritmo da temporada ainda precisa acelerar um pouco, já que não dá para ter oito episódios apenas introduzindo os Sussurradores, mas o nono ano continua segurando a barra como uma boa fase para o seriado.