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Entrevista

Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio | Omelete entrevista Dwayne "The Rock" Johnson

Astro fala sobre a sua cena de pancadaria com Vin Diesel, a ação, comédias e a expectativa

Érico Borgo
28.04.2011
00h00
Atualizada em
29.06.2018
02h47
Atualizada em 29.06.2018 às 02h47

O Omelete conversou com Dwayne "The Rock" Johnson durante os eventos de divulgação de Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio (Fast Five) no Rio de Janeiro. O astro de ação e ex-lutador falou sobre a sua cena de pancadaria com Vin Diesel, a coreografia, comédias e a expectativa pelo filme. Leia abaixo!

Você está gostando do Brasil?

The Rock

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Velozes e Furiosos

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The Rock

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Estou amando o Brasil.

É a sua primeira vez aqui?

Sim, primeira vez. É lindo, estou amando. As pessoas são lindas, as paisagens são lindas... Estou muito feliz.

O que você já fez por aqui?

Ainda não fiz muita coisa... eu não sou muito animado. É tudo negócios. E eu acordo cedo, procuro uma boa academia, depois bons restaurantes e venho fazer essas entrevistas. Não podem me perguntar sobre a vida noturna porque eu não saio. É... uma vida bem animada [risos]. Quando as pessoas me perguntarem "o que você fez no Rio?", eu responderei "nada".

Uma das grandes cenas do filme, uma pelas quais havia mais expectativa é sua luta com Vin Diesel.

Sim, as expectativas estavam altas. É uma luta bem legal e bem aguardada. Nós já sabiamos disso quando gravamos e esse foi um dos momentos mais divertidos do filme para nós. Eu sou um grande fã de filmes, de caras de ação - eu queria muito que [Sylvester] Stallone e [Arnold] Schwarzenegger fizessem um filme em que eles lutassem, por exemplo. E quem dera Steve McQueen e Clint Eastwood tivessem feito um filme juntos nos anos 70... Então essa foi uma grande oportunidade, nossa versão para um encontro contemporâneo de astros de ação - e nós nos dedicamos muito. Acho que conseguimos atingir o objetivo.

Foi uma preparação difícil?

Sim, nos preparamos muito. Mas temos abordagens bem diferentes para certas coisas, Vin e eu. Respeito muito isso nele. Eu respeito a abordagem dele e ele respeita a minha. Trabalhamos duro e nos dedicamos muito à cena. Eu não acho que foi fácil, mas, no fim do dia, tudo o que ele quer fazer é um bom filme. Isso é tudo o que importa. Ele vem para o set bem preparado e isso é tudo o que importa.

Foi Justin Lin que preparou a coreografia ou outra pessoa?

Nós tínhamos um coordenador de dublê, Mike Gunther. Ele, Justin, eu e Vin criamos a luta toda. É uma luta bem dinâmica. Começa do lado de fora para o lado de dentro, de quarto a quarto e depois para fora de novo. Então tivemos muitas variáveis com que lidar. E, ao mesmo tempo, isso tudo tinha que ser intenso. Mike foi o responsável por coordenar todas as lutas, todas as cenas de dublê, todas as cenas de ação - pelo menos todas as que eu fiz. Pelo que eu sei, ele não fez as sequências de perseguição de carro. Eu acho que essa não é a especialidade dele.

Você teve algum treinamento especial com armas?

Sim, essas armas aqui [diz flexionando os bíceps]. [risos] Eu tive sorte de ter atuado em vários filmes em que houve bastante manuseio de armas, então eu passei muito tempo com caras bem profissionais. Nesse filme não tivemos muito treinamento com armas, apesar de meu personagem carregar uma o tempo todo.

Você tem feito muitas comédias ultimamente. O que é mais difícil para você?

Eu acho que comédia é mais difícil. Por natureza, comédia é mais difícil de vender e de agradar ao público. O que me faz rir, pode não te fazer rir. Eu acho que é isso que faz da comédia um gênero mais difícil. Essa é a minha perspectiva, porque ação sempre tem armas, lutas, perseguições com carros ou o quer que seja... coisas que são bem universais; ou você gosta ou não gosta, mas ainda assim entende o que está acontecendo. Com a comédia é bem diferente e sempre ajuda se você tem um bom tempo para comédia, ainda mais se você tem um bom parceiro, alguém em quem você possa se apoiar.

Falando em parceira, no próximo filme você vai ter Eva Mendes ao seu lado. Está ansioso?

Sim, com certeza! Vamos ser honestos aqui... [risos] A ideia daquela cena foi criada há mais ou menos cinco semanas. Me ligaram há um mês, nós gravamos rápido e colocamos no filme. O público gostou muito. Eu adoro Eva! Ela é ótima e eu acho que a cena nos prepara muito bem para que façamos um par formidável no próximo filme.

Você é o tipo de ator que gosta de fazer intervenções no roteiro?

Não existiram grandes mudanças. Nunca procuro muito isso. Bem no início da produção eu já me aproximo do diretor e do roteirista. Eu prefiro ser colaborativo bem antes. Então, quando chegamos ao set já não há mais surpresas, já sabemos exatamente o que temos que fazer. Todas as mudanças devem acontecer antes de se chegar no set.

Você assina seus filmes como Dwayne Johnson. O fato de que algumas pessoas ainda te chamam de The Rock te incomoda?

Esse é meu nome, meu apelido. É um apelido legal. [risos] Não me incomoda, não. Acho que há alguns anos me interpretaram mal quando eu disse que assinaria meus filmes como Dwayne Johnson. Mas claro que ainda podem me chamar The Rock. Por alguma razão, isso tomou um rumo curioso. Eu tenho orgulho do meu passado, de ter vindo desse mundo da luta-livre. É algo muito mais profundo do que só eu. Meu avô, minha avó, meu pai, meus primos e tios - todos eles são lutadores profissionais. Sou The Rock e não existe mais ninguém chamado The Rock.

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