Filmes

Entrevista

Omelete Entrevista: Vin Diesel

O astro de Velozes e Furiosos 4 comenta seus projetos e seu retorno à série

Steve Weintraub
02.04.2009
00h00
Atualizada em
29.06.2018
02h47
Atualizada em 29.06.2018 às 02h47

Vin Diesel fez sua carreira de vez ao interpretar Dominic Toretto, o velocista fora-da-lei do primeiro Velozes e Furiosos. Determinado em fugir dos estereótipos, porém, ele foi procurar outros projetos - e recusou-se a fazer o segundo filme, estrelado apenas por Paul Walker. Depois de amargar alguns insucessos, e sempre correndo atrás de seu "filme dos sonhos", contar nas telonas a história do conquistador Aníbal de Cartago, Diesel resolveu voltar para o quarto filme da série Velozes e Furiosos. Conversamos com ele em Los Angeles sobre o retorno, as motivações de Toretto, o quinto filme e seus projetos pessoais... Confira!

Por que você sentiu que esta finalmente era a hora de voltar ao seu personagem?

VIN DIESEL: A hora finalmente era a certa. Uma série de eventos levou a isso. Pra começar, eu tive a sorte de trabalhar com Sidney Lumet - e, cara, isso muda tudo. Saí dos papéis estereotipados. Pouca gente viu o filme, mas eu o fiz e ele está lá. Foi uma mudança importante pra mim. Outra coisa em reencontrar esse personagem foi que enfim havia um ponto de retorno. Demorou 8 anos, mas essa deixa enfim se apresentou. Eu não faço sequências só por fazer, pela grana. Eles normalmente exigem que você assine sem ver a história antes e eu não aceito isso. Eu preciso me certificar que realmente quero fazer o filme. Precisa ser uma continuação da história. Num mundo ideal, acho que as continuações deveriam ser mais como Coppola as faz. Então o que estou tentando dizer aqui é que  eles finalmente conseguiram criar algo interessante, uma sequência que levasse à sua própria história.

Velozes e Furiosos 4

None

Velozes e Furiosos 4

None

Velozes e Furiosos 4

None

Velozes e Furiosos 4

None

Velozes e Furiosos 4

None

Neste filme, Dominic é basicamente motivado por amor. Como você vê isso? 

Basicamente, tudo o que faço é motivado por amor. É curioso que você tenha comentado isso. Eu estava justamente discutindo esse assunto com a minha mãe. Ela foi à première e me disse que havia achado interessante que Dom tivesse feito tudo o que fez em nome do amor - e quão raro isso é em filme assim.  

É interessante também que ele pareça cansado de fugir. Como você entende o final do filme. Ele ainda é um cara malvado? 

Eu não acho que ele tenha uma chance. Ele é um grande exemplo de anti-herói. Não posso comentar o que acontecerá a seguir, mas posso adiantar que em tempos como estes - de recessão - é quando as histórias ao estilo Robin Hood surgem. 

Vocês já estão conversando sobre o quinto filme então. 

Sim. Estivemos discutindo ideias. Eu até comentei com a Universal que acho uma boa se fizermos dois de uma vez, filmados na sequência. E o presidente do estúdio me disse "o que? Ainda estamos tentando reestabelecer a franquia". Mas esse sou eu, sempre apressado. Se é pra fazer, encaro como um compromisso de longo prazo. É como os filmes de Riddick, que eu queria ter feito uma trilogia toda de uma vez. 

Você ficou empolgado com a resposta do público a este novo Velozes? As pessoas têm falado bem do filme. 

Eu fico empolgado com a apreciação do trabalho, antes de mais nada. É nisso que eu pensava quando disse não à franquia duas vezes. Eu me empolgo com a ideia que meu trabalho está sendo apreciado por alguém. Quando alguém percebe que tentei dar a esse ou aquele personagem algo diferente do que era esperado.  

Mas um retorno seu às grandes bilheterias não prejudicaria em nada as suas chances de dirigir os filmes que você quer fazer, como Hannibal. 

Sem dúvida. Mas não penso assim. O estúdio  pensa. Eu entendo que eles fiquem apreensivos em me dar um orçamento gordo para que eu faça meu filme. Mas isso só levanta outras questões: preciso mesmo dirigir esse filme? Não posso apenas produzir e atuar? Isso deixaria o estúdio mais relaxado, sem dúvida, já que não fiz nada desse tamanho ainda. Mas será que é isso que eu quero? Essa é a questão que paira sobre esse projeto. Se eu ceder - e deixar outra pessoa dirigir - será a serviço da história, então há mérito aí. No fundo, tudo o que quero é ver essa incrível figura história retratada decentemente nas telas. Eu quero ver esse filme e acredito que mesmo que eu não dirija, todo o meu trabalho nele, tudo o que já dediquei a esse projeto, apareça no resultado. É um trabalho de amor e está demorando pra acontecer por causa disso. São muitos dilemas.  

Além de Hannibal, outro projeto bastante próximo de você é Riddick. Você pretendia que Crônicas fosse o primeiro de uma trilogia, o que não aconteceu como desejado. Mas agora David Twohy está escrevendo mais um - com uma escala menor.  

Sim. Eu considero Eclipse Mortal um espécie de O Hobbit, uma introdução a algo maior, uma trilogia estilo O Senhor dos Anéis, que começaria onde vocês viram, passaria pelo Underverse e terminaria em Furia. David está escrevendo o filme, sim. É quente. E, sim, é menor que Crônicas - retorna um pouco ao estilo de Eclipse Mortal. Mas nossos planos continuam contemplando um terceiro filme na trilogia - ou quarto, se considerarmos Eclipe. 

E Xander Cage? Você volta a Triplo X? 

Eu deveria?

Acho que sim.

É só isso que preciso saber.

Leia mais sobre Velozes e Furiosos

Artigo em parceria com

Ao continuar navegando, declaro que estou ciente e concordo com a Política de Privacidade bem como manifesto o consentimento quanto ao fornecimento e tratamento dos dados para as finalidades ali constantes.