Transformers: O Despertar das Feras | Relembre Beast Wars, base do filme

Créditos da imagem: Hasbro/Divulgação

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Transformers: O Despertar das Feras | Relembre Beast Wars, base do filme

Série animada de quase 20 anos mudou personagens para salvar franquia e ganhou status cult

Eduardo Pereira
29.06.2021
07h00

Quando Transformers: O Despertar das Feras chegar aos cinemas, em 24 de junho de 2022, estará levando pela primeira vez às telonas o universo introduzido há quase 20 anos em Beast Wars: Transformers. A série de animação em CGI, exibida no Brasil pela Rede Record, Cartoon Network e HBO, reinventou a saga dos Autobots e Decepticons nos anos 1990, conquistando fãs e vendendo muitos brinquedos, mesmo tendo dividido opiniões.

Lançada em 16 de setembro de 1996, no Canadá e nos Estados Unidos, Beast Wars se passava 300 anos no futuro da franquia original de Transformers, quando os Autobots e os Decepticons já haviam evoluído para formas biomecânicas após o evento conhecido como “O Grande Upgrade”. Adotando os novos nomes Maximals e Predacons, respectivamente, os grupos rivais seguiam travando uma batalha feroz pelos cristais de Energon, a força vital de todo o maquinário Transformer.

“O Grande Upgrade”, inclusive, era resultado dessa batalha. Perseguindo os Predacons por um fenômeno espacial perigoso, os Maximals acabavam presos junto aos rivais em um planeta misterioso, tão rico em depósitos de puro Energon que se provava letal às formas robóticas de ambas as facções. Determinados a sobreviver nessa nova realidade, os grupos abandonavam as típicas formas automotivas nas quais escondiam seus corpos mecatrônicos e passavam a se transformar em animais com componentes biológicos - o que, claro implicava em uma movimentação mais fluida e um design mais arredondado até para suas formas robóticas.

Do lado dos Maximals, a maior parte dos robôs assumia formas de mamíferos, aves e peixes, com o principal deles sendo o gorila de costas prateadas Optimus Primal (descendente direto do famoso caminhão Optimus Prime). Já com os Predacons, o negócio era se transformar em répteis (dinossauros inclusos), anfíbios ou invertebrados, como fez o líder Megatron (herdeiro não só do nome, mas do legado de maldades do Decepticon homônimo), ao virar um T-Rex. Nas temáticas personificadas por cada grupo, entretanto, poucas mudanças: os anseios guiados por união e altruísmo de um lado, contrapostos à ganância e luta por poder do outro, permaneciam intactos.

O que Beast Wars trazia de novo, além de um visual reimaginado para os personagens, era uma animação em CGI revolucionária para a época (que, infelizmente, envelheceu muito mal, mas não tira brilho da história contada), um comprometimento mais sério à continuidade dos eventos da trama e uma entrega de lições morais por episódio que era bem conduzida em sua sutileza. Identificar os temas maiores de amizade, honestidade e justiça abordados por cada aventura era fácil, sem que a narrativa se tornasse algo pedante, brega ou professoral (como acontecia na clássica palestra do príncipe Adam ao final de cada capítulo de He-Man e os Mestres do Universo, por exemplo).

LEGADO INFLUENTE

Encerrada em 7 de março de 1999, Beast Wars contou com três temporadas, somando 52 episódios, no total. Durante o período em que foi transmitida na TV aberta norte-americana, ganhou um prêmio Emmy Daytime por Melhor Conquista Individual em Animação. Em paralelo, a Hasbro, que idealizou a marca como uma forma de tentar recuperar vendas de brinquedos Transformers após uma segunda linha decepcionante, lucrou não com uma, mas cinco coleções diferentes de figuras de ação inspiradas pela animação, lançadas entre 1996 e 2001.

tformers.com/Reprodução

O sucesso comercial ajudou a abafar reclamações de fãs tradicionalistas que criticavam as mudanças feitas à história central da franquia. Em seu auge, Beast Wars também marcou presença na história dos videogames, com Beast Wars: Transformers (1997, para PlayStation e Microsoft Windows) e Transformers: Beast Wars Transmetals (1999, para Nintendo 64 e PlayStation). Eventualmente, tornou-se uma fase cult de todo o cânone da marca, inspirando até uma linha comemorativa de brinquedos lançada em 2006, no aniversário de uma década da animação.

ONDE ENTRA O DESPERTAR DAS FERAS?

Como o Omelete antecipou aqui, o novo filme da saga Transformers deve lidar com viagem no tempo, possibilitando que a luta entre Maximals e Predacons chegue à Terra, nos dias atuais, e cruze caminhos com o confronto entre Autobots e Decepticons. Além disso, a trama envolverá outra facção dissidente dos Decepticons que promete antagonizar Optimus de forma mais direta: os Terrorcons.

Originalmente um grupo de cinco Decepticons liderados por Galvatron (personagem que é, muitas vezes, uma espécie de recriação do vilão Megatron), esses robôs malignos são caracterizados pela habilidade de se unirem para formar um grande vilão, chamado Abominus. Eles foram introduzidos já na animação original de Transformers, lançada em 1984.

O diretor Steven Caple Jr. (Creed II) explicou a mistura toda: “Beasts Wars é uma das histórias mais importantes do cânone de Transformers, eu a acompanhei quando era fã do desenho. Vamos com tudo na nostalgia mas ao mesmo tempo oferecer algo inesperado, e é o que estamos fazendo com os Terrorcons”, afirmou.

O QUE MAIS SABEMOS ATÉ AQUI?

O Despertar das Feras vai se passar em 1994, no bairro Brooklyn, em Nova York, e terá algumas passagens filmadas em Peru, no México. Além disso, o grande e soberano Optimus Prime será central no novo longa. Anthony Ramos, de Em um Bairro de Nova York e Hamilton, encabeça o elenco ao lado de Dominique Fishback, de Judas e o Messias Negro.

Ron Perlman, o Hellboy dos cinemas, deve dar voz ao líder dos Maximals, Optimus Primal. O ator conhece bem o personagem, já que deu voz ao temido líder dos Maximals na animação Transformers: Power of the Primes, de 2018.

Transformers: O Despertar das Feras contará ainda com o retorno do veterano Peter Cullen ao papel de Optimus Prime. Na direção, Caple Jr. coordenará as filmagens com base no roteiro escrito pelos novatos Darnell Metayer e Josh Peters, inspirado em uma história de Joby Harold (Army of the Dead).

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