The Bad Batch

Créditos da imagem: Lucasfilm/Divulgação

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The Bad Batch expande universo Star Wars e explora momento sombrio da galáxia

Animação mostra clones se adaptando a uma nova realidade na transição da República para o Império

Nico Garófalo
04.05.2021
18h15
Atualizada em
06.05.2021
14h27
Atualizada em 06.05.2021 às 14h27

Um dos casos mais curiosos de derivados da franquia Star Wars muito provavelmente é a animação The Clone Wars. Criada em 2008, a série cobriu o espaço entre os Episódios II e III da Saga Skywalker e desenvolveu melhor personagens principais como Anakin, Obi-Wan, Darth Maul e Padmé, além de transformar nomes como Ahsoka e os clones Rex e Cody em favoritos dos fãs. Cancelado em 2014, o desenho voltou em 2020 ao Disney+ graças a uma campanha difundida em redes sociais e convenções. Mesmo após seu encerramento definitivo, a série ganhou uma sequência espiritual em Star Wars: The Bad Batch, nova animação criada por Dave Filoni focada em um grupo de cinco clones modificados que se tornaram um dos esquadrões mais eficientes do exército da República.

O episódio de estreia, disponibilizado no streaming no Star Wars Day de 2021, reconta do ângulo de Hunter, Wrecker, Tech, Crosshair e Echo (todos dublados pelo incrível Dee Bradley Baker) os eventos da Ordem 66, que eliminou quase todos os Jedi da galáxia. Em seus cinco primeiros minutos, The Bad Batch encaixa emoções que vão da felicidade por vencer uma batalha ao desespero de ver um jovem padawan ser perseguido pelos soldados que lutaram ao seu lado por anos. Aparentemente imunes ao comando de Palpatine, o quinteto passa a questionar as razões por trás do ataque aos guardiões da República e da mudança de comportamento repentina de seus irmãos “norms” (como são chamados os clones sem qualquer alteração genética).

Mesmo que seja relativamente básica neste primeiro episódio, a trama de The Bad Batch é envolvente o bastante para segurar até mesmo quem não assistiu às animações anteriores. Unindo aspectos de filmes de espionagem e comédias buddy cop, o capítulo de estreia desenvolve um pouco mais as relações apresentadas no último ano de The Clone Wars, especialmente dinâmicas mais antagônicas como a de Hunter e Crosshair, e de Tech e Wrecker. Simulações de batalha e conversas sobre arsenal dão um bem-vindo tom cômico à pesada atmosfera criada pela Ordem 66 sem nunca distrair o espectador da história principal.

Prestando homenagem a outros títulos da franquia, a nova animação traz de volta nomes como Grand Moff Tarkin, Caleb Dume e Saw Gerrera, que ajudam a contextualizar o lugar de The Bad Batch dentro da franquia. Por mais que adicionem relativamente pouco à história, essas aparições ajudam fãs de outros filmes e séries a se conectar de maneira mais profunda e criam um investimento emocional maior por parte do público.

Embora ainda traga o mesmo traço de sua predecessora, The Bad Batch apresenta uma animação mais fluida, com movimentos mais naturais até que os apresentados na temporada final de Clone Wars. Ainda assim, alguns detalhes ainda incomodam um pouco, especialmente o design relativamente desproporcional da jovem Omega (Michelle Ang). A jovem fã dos integrantes do Bad Batch parece ter saído de uma versão antiga do jogo The Sims e contrasta demais com as aparências únicas de seus ídolos. O avanço na tecnologia de animação com computação gráfica faz com que seja difícil relevar o visual torto da personagem.

As qualidades de The Bad Batch, no entanto, superam facilmente os pouquíssimos problemas da estreia. Como já é padrão nas produções de Star Wars, a série conta com uma trilha sonora espetacular, que estabelece com maestria a atmosfera das cenas. As sequências de ação em particular são extremamente beneficiadas pelo trabalho de Kevin Kiner, que também compôs as trilhas de Clone Wars e Rebels.

Um ótimo presente para os fãs no 4 de maio, Star Wars: The Bad Batch tem potencial para continuar a grande exploração televisiva da Disney no universo da franquia. Convidativo para novos espectadores e extremamente atraente para fãs das animações já consagradas, a nova série é só mais uma prova de que Star Wars segue vivo e não deve desaparecer tão cedo do imaginário popular.

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