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Teoria: por que Kylo Ren vai morrer em Star Wars: A Ascensão Skywalker

Comentamos uma das possibilidades para a trama do filme

A cozinha
29.10.2019
16h34
Atualizada em
29.10.2019
16h52
Atualizada em 29.10.2019 às 16h52

Star Wars: A Ascensão Skywalker é o final da saga iniciada em 1977 por Uma Nova Esperança. Mas se essa é a conclusão da história, por que o título fala em ascensão? Quem seria o Skywalker a levar o sobrenome de Anakin para uma nova era? A resposta pode estar justamente no fim de tudo que entendemos como Star Wars. No vídeo acima e no texto abaixo você confere a nossa teoria sobre o filme.

A chave está na estranha conexão entre Rey (Daisy Ridley) e Kylo Ren (Adam Driver). Rey é uma jovem com forte ligação com a Força que foi abandonada pelos pais em Jakku. Seus pais seriam apenas pessoas comuns, sem ligação com os Sith ou a Ordem Jedi ou mesmo com as disputas entre a Primeira Ordem, o antigo Império, e a Resistência, a antiga Aliança Rebelde. Já Kylo Ren, batizado originalmente como Ben Solo em homenagem a Obi-Wan Kenobi, é filho de Leia Organa (Carrie Fisher) e Han Solo, sobrinho de Luke Skywalker e neto de Anakin Skywalker, o Darth Vader. Ainda criança ele é se volta contra o lado da luz, seduzido pelo líder supremo Snoke, e cresce no lado sombrio da força.

O que as evidências apontam é que Rey e Kylo Ren representam os dois lados necessários para formar o equilíbrio da força, que viria justamente da justaposição entre a luz e as sombras. Então Rey seria uma Skywalker também? É pouco provável. O que não significa também que a descrição dada a Rey por Kylo Ren seja verdadeira. Ainda que a conexão entre os dois tenha feito Rey enxergar o mesmo sobre seus pais, ela pode ter sido manipulada. O certo é que as coisas não são tão simples. 

Desde o primeiro encontro essa conexão entre os dois se mostra complexa, muito além das teorias românticas criadas por aí. Quanto mais Rylo Ren se entrega ao lado sombrio, mais crescem os poderes de Rey no lado da luz. É o que aponta a primeira luta entre os dois. Logo depois que Kylo Ren mata Han Solo, seu pai, Rey parece se tornar mais forte. É o que explicaria como um jovem sem treinamento foi capaz de quase derrotar um opositor que passou a vida toda treinando o uso da força. Da mesma forma, enquanto Kylo Ren enfrenta seu tio, sem saber de se tratar de uma projeção da força, Rey é capaz de usar seus poderes para uma tarefa difícil até mesmo para um Jedi experiente, possibilitando a fuga da Resistência. Importante frisar aqui que apesar do seu encontro com Luke Skywalker, Rey nunca recebeu treinamento formal para usar a força. 

Essa ligação intriga os dois. Enquanto Rey se abre para esse contato em busca de uma resposta sobre seu passado, Kylo Ren vê na existência desse conexão a confirmação de que buscava respostas nos lugares errados. Ainda que perceba isso no instante em que mata o pai, a manipulação dos Sith sempre fala mais alto. Porém, com Rey ao seu lado, a sua submissão a Snoke se transforma e Kylo Ren assassina seu antigo líder. 

O próximo encontro entre os dois aponta para o desfecho dessa relação. Rey continua em busca de respostas assim como Kylo Ren, o que fará com que seus caminhos se cruzem novamente. O ressurgimento de Darth Sidious, o antigo mestre de Darth Vader fará com que Rey e seus aliados partam em busca de artefato capaz de eliminar aquele que todos julgavam eliminado. O próprio nascimento de Anakin teria sido fruto da manipulação de Darth Sidious, ligando o Sith diretamente a Luke, Leia e Kylo Ren. Como mostra o último trailer de A Ascensão Skywalker, em um determinado momento os dois destróem a figura de Darth Vader. Rey tem em mãos uma adaga, que as evidências apontam a Dagger of Mortis, ou simplesmente a Adaga Mortis, um artefato apresentado em Clone Wars e que seria o único objeto capaz de eliminar seres imortais. Essa seria a razão também para a despedida de C3PO vista no trailer. Para encontrar a adaga, a resistência precisará desvendar uma inscrição milenar, o que exigiria que a memória do droide fosse restaurada. 

Com essa arma em mãos será possível enfrentar o Imperador, ou o que restou dele. E enquanto Rey e Rylo Ren enfrentam esse desafio, a resistência e a primeira ordem se enfrentam, no conflito que deve encerrar a dualidade que assola a galáxia há mais de 40 anos. 

O conflito com Palpatine deve envolver muitos questionamentos sobre os caminhos da luz e das sombras, assim como testes que Rey e Kylo Ren precisarão enfrentar juntos. Porém, por conta da conexão entre os dois e da conexão direta de Kylo Ren com Darth Sidious, apenas o seu sacrifício dará a Rey a força necessária para derrotar o imperador. Vítima da manipulação dos Sith como seu avô, kylo Ren perceberá que somente a sua morte trará equilíbrio para a galáxia. Terminado o conflito, vendo a tortuosa jornada de Kylo Ren e tendo sido acolhida por Luke e Leia, Rey entende que os Jedi devem sim, acabar, o passado deve ficar no passado. Ainda assim, ela sabe que a força é forte e também complexa. Entre o lado sombrio e o lado da luz, nascerá a ordem Skywalker.

Apesar das declarações de Snoke, ainda não sabemos o que, de fato, criou a conexão entre Rey e Kylo Ren - Teria sido o próprio Darth Sidious? Seria a própria Força?. Porém, as evidências são claras. JJ. Abrams, diretor e roteirista de Despertar da Força e Ascensão Skywalker disse que essa nova trilogia é sobre a nova geração lidando com a dívida do passado, seja a sabedoria dos que vieram antes, como com seus erros. Ao contrário do que se pensava antes, o equilíbrio depende igualmente dos dois lados força. A paz na galáxia também significará o fim de tudo o que entendemos como Star Wars, concluindo a saga dos Skywalker, mas iniciando uma nova era. 

Star Wars: A Ascensão Skywalker estreia em 19 de dezembro.