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Star Wars | Os 7 erros do romance entre Anakin e Padmé em O Ataque dos Clones

Saga celebra 40 anos hoje

Lucas Zacarias
25.05.2017
12h59
Atualizada em
29.06.2018
02h46
Atualizada em 29.06.2018 às 02h46

Além do aniversário de 40 anos de Star Wars, o mês de maio marca os 15 anos Ataque dos Clones (lançado em 16 de maio de 2002), um dos filmes mais controversos da franquia (considerado o pior dentre os três longas do prelúdio). De fato, são vários problemas de atuação, diálogos e verossimilhança ao longo da história, mas nada é tão ruim quanto o romance entre Anakin e Padmé. Para homenagear a falta de química deste casal, listamos a seguir os sete principais momentos da história de amor neste filme e seus respectivos absurdos.

Que aquele beijo não se torne uma cicatriz

Em uma fala tão irreal que poderia ter saído de uma peça do século XVIII - ou de uma cartinha de amor na quinta série -, Anakin expõe sua clara habilidade poética: “meu coração bate na esperança de que aquele beijo não se torne uma cicatriz. Você está na minha alma, me tormentando.” Depois dessa descarga de clichés, Padmé, pela primeira vez, assume que a paixão é recíproca. Quem não cairia de quatro por essa? Mas não é de se espantar, vide a metáfora da areia que levou ao beijo apaixonado.

Depois de 10 anos, o reencontro

Como um adolescente obcecado, Anakin reencontra seu amor da infância e logo na primeira cena já demonstra impaciência e arrogância de um garoto imaturo. Padmé, ao contrário, é uma mulher decidida e ciente de suas responsabilidades, que se lembra com afeto do pequeno Anakin do Episódio I. O público deveria desde já torcer por esse casal? Não há qualquer indício de um romance em potencial. Ao que tudo indica, teremos um garoto pegajoso correndo atrás de uma mulher desinteressada.

Um mero Padawan

Depois de rechaçar os olhares constrangedores de Anakin, Padmé reforça a relação de afeto nada sexualizada com o rapaz a ponto de dar conselhos sobre seu relacionamento com Obi-Wan. É construída uma relação hierárquica tanto no relacionamento fraternal quanto profissional. Isso acontece quando Padmé deixa claro que Anakin não é um mestre Jedi, e sim um Padawan em treinamento, para a fúria do garoto. Estamos cada vez mais distantes de um romance viável e não há entrelinhas indicando que Padmé estaria se envolvendo com Anakin.

Eu não gosto de areia

Difícil decisão, mas essa cena é a campeã no quesito dramaturgia ridícula. Primeiro, Anakin diz que não gosta de areia, mas prefere o lugar onde estão porque é “mais macio”. Uma clara e piegas metáfora sobre estar na companhia de Padmé. Depois disso, pinta um clima. As mágicas palavras - tal qual “Save Martha” para Bruce Wayne - tocam o coração da Senadora e agora ela está derretida por aquele que “sempre será aquele menininho que conheci em Tatooine”. Faz sentido? 

Sobre um matagal e rodeados por cachoeiras, Anakin lança um olhar sedutor ao deixar clara sua inclinação pelo regime ditatorial e a convicta pacifista Padmé reage com se tivesse sido (de novo) tocada no coração. Na sequência, Anakin finge ter se ferido e Padmé vai preocupada a seu encontro. Eles acabam rolando na grama e ela para por cima dele, numa indicação claramente sexual. É como reassistir a cena do beijo de Luke e Leia no Episódio IV depois de saber que eles, na verdade, são irmãos.

Conectados depois de um genocídio

Anakin não consegue resgatar sua mãe e trazê-la viva do cativeiro do Povo da Areia; ela morre em seus braços. Em um ato de fúria, Anakin mata cada uma das pessoas do acampamento e confessa a Padmé que sequer poupou mulheres e crianças. Obcecado, imaturo, explosivo e violento, Anakin não apenas é antipático ao público, como é um abusador em potencial. É uma cilada, Padmé! Em vez de se horrorizar com o genocídio, Padmé minimiza e diz que “É humano sentir raiva”, mesmo quando essa raiva custa a vida de várias pessoas.

Eu amo você… profundamente

Seria uma bela cena a entrada no casal em uma carruagem, em direção à morte, em que Padmé abandona seu discurso anterior de resistência para confessar seu profundo amor a Anakin. O fato é que a cena é simplesmente inacreditável. Era para ser uma cena dramática para o público, em que o tão adorado casal finalmente se entrega ao amor. Falta química, falta carisma, falta verdade entre os dois. A trama do romance, que deveria ser a principal linha narrativa do filme, revelando traços de humanidade no jovem Darth Vader, é simplesmente irreal. No fim, Padmé e Anakin se casam, mas quem se importa?

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