Ming-Na Wen conta como é ser a atriz favorita da Disney

Créditos da imagem: Reprodução/StarWars.com

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Ming-Na Wen conta como é ser a atriz favorita da Disney

De Mulan ao MCU e a Star Wars, ela está em todas as grandes franquias

Caio Coletti
25.06.2021
11h36
Atualizada em
25.06.2021
11h50
Atualizada em 25.06.2021 às 11h50

Ming-Na Wen solta uma gargalhada quando o Omelete pergunta se ela já está cansada de receber ligações da Disney. Apontando para a sua camiseta estampada com o mascote da empresa, ela retruca: "Você quer dizer quando o Mickey liga?".

A atriz é mesmo a queridinha do estúdio. Em 1997, foi a voz da protagonista de Mulan, um dos maiores sucessos da franquia de princesas da Disney (Ming-Na ainda fez participação especial no remake de 2020); em 2013, entrou para o MCU com Marvel's Agents of SHIELD, onde interpretou a perigosa Melinda May por sete temporadas; e, em 2019, fez sua estreia no universo Star Wars como Fennec Shand, uma caçadora de recompensas que cruza o caminho do protagonista em The Mandalorian.

Mas ela garante que, mesmo com Fennec retornando em episódio de Star Wars: The Bad Batch que foi lançado no Disney+ hoje (25), receber ligações da Disney nunca vira um hábito. "Nunca cansa! Você está brincando? É Star Wars! Sempre que chego no set, sou como uma criança na loja de doces, brincando com os melhores brinquedos que alguém pode imaginar. Eu fico muito animada", diz.

Uma nova Fennec

Reprodução/StarWars.com

Além disso, Ming-Na diz que cada novo projeto a surpreende. "Mesmo interpretando a mesma personagem, com grande parte da mesma equipe, há muitos desafios. Até em The Bad Batch, porque estou dublando Fennec Shand vinte anos antes, então a pergunta é: quem era ela quando jovem, e como ela se tornou uma caçadora de recompensas? Qual é a história dela?", adianta.

A atriz dá um gostinho dos detalhes da personagem que os fãs talvez encontrem nessa exploração do seu passado: a origem de sua cicatriz no rosto, por exemplo; ou quem a ensinou as habilidades necessárias para ser uma caçadora de recompensas. "Todas essas histórias me fascinam, porque eu tinha criado na minha cabeça um passado para ela, quando achei que ia aparecer em só um episódio de The Mandalorian. Estou muito curiosa para ver o que Dave Filoni e os outros roteiristas vão fazer. Tenho certeza que a criação deles vai ser melhor que a minha", brinca.

Transportar Fennec do live-action para a animação foi uma experiência agridoce para Ming-Na, que gravou as falas da personagem de dentro do guarda-roupa de sua casa, por causa das restrições da covid-19. "Eles me mandaram o equipamento de áudio, o computador, e eu arrumei tudo dentro do meu guarda-roupa. Foi ali que gravei, enquanto os diretores falavam comigo no Zoom. [...] Dublar, para um ator, é um trabalho meio solitário", admite.

Algumas partes são mais fáceis, no entanto: "[Na animação], eu não preciso passar duas horas fazendo o cabelo - e ela tem um penteado bem elaborado. Eu não preciso ficar suando no meu figurino de quatro camadas de couro, com botas e luvas. E eu não preciso fazer cenas de ação. Então, por esse lado, é ótimo".

"Sou muito boa em guardar segredos"

Um efeito colateral de trabalhar em grandes franquias como o MCU e Star Wars? Ming-Na Wen está tão acostumada a ficar de boca fechada sobre spoilers que isso se reflete até em sua vida pessoal.

"Eu tive anos de treinamento com a Marvel. Isso está meio no meu DNA agora, acho que me tornei aquela amiga para quem você pode dizer qualquer coisa, porque eu serei capaz de levar o seu segredo até o caixão, se você quiser. Sou muito boa nisso", diz.

Com Star Wars, no entanto, é um pouco mais difícil - isso porque o lado fã da atriz ameaça substituir o lado profissional. "Eu não tenho espaço o bastante nas paredes de casa para pendurar todas as artes conceituais que eles me mandaram da animação", comenta, nos mostrando alguns dos quadros atrás de si.

Para ela, inclusive, a saga nunca saiu de moda, mesmo no grande intervalo entre os filmes de George Lucas, nos anos 2000, e as novas produções da Disney. "Talvez por eu ser uma grande fã, nunca senti que Star Wars foi embora, sabe? Temos o dia de Star Wars todos os anos [em 4 de maio], é como um feriado para mim. Eu acho que essas novas produções só trouxeram de volta a excitação e o fervor que costumava haver em torno da franquia no seu auge", diz.

O lado fã também aparece quando Ming-Na fala de possíveis encontros de sua personagem, Fennec, com outras figuras do universo Star Wars: "Como voltamos no tempo em The Bad Batch, alguns personagens que já foram mortos podem retornar. Imagina se ela se encontra com Han, Luke ou Leia? Se ela tiver uma cena com esse trio fantástico, meu Deus, seria tão louco! Estou prestes a chorar agora".

"O que eu amo sobre Star Wars é que as histórias são sempre sobre esperança. O que George Lucas queria era criar um legado narrativo que promovesse a esperança, mesmo em meio às guerras, à disputa do bem contra o mal... Em última instância, a esperança é que o bem vença. E se há uma época que precisa desta mensagem, é a nossa", completa.

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