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Stan Lee | 5 vezes que o quadrinista mudou a história das HQs

Início das Graphic Novels, adaptação para os cinemas e mais

Fábio de Souza Gomes
02.02.2018
19h10
Atualizada em
12.11.2018
18h57
Atualizada em 12.11.2018 às 18h57

Stan Lee é uma lenda. Conhecido não apenas por fãs da Marvel, mas por qualquer pessoa que acompanha a nona arte, o quadrinista conseguiu deixar sua marca nas HQs não apenas criando personagens históricos para Casa de Ideias, mas também mudando a maneira de criar uma história em quadrinhos.

Seja por necessidade e falta de tempo ou para fazer com que os leitores se conectassem ainda mais com a Marvel, Lee fez mudanças que são sentidas até os dias de hoje e seguem como referência em diversas editoras pelo mundo.

Confira cinco formas que Stan Lee mudou a história dos quadrinhos: 

Método Marvel

Ao longo da década de 60, Lee foi o escritor e editor da grande maioria das HQs da Marvel. Era humanamente impossível escrever todas as publicações com antecedência, então ele surgiu com uma solução: ele entregaria uma sinopse simples aos desenhistas e, assim que os desenhos estivessem prontos, ele completaria com diálogos. Como ao seu lado estavam lendas como Jack Kirby, John Romita Sr. e Steve Ditko, o processo deu certo e mudou a história das HQs. O processo tornou-se completamente colaborativo e, por isso, muitos acusam Lee de não dar o devido crédito aos desenhistas no Universo Marvel. 

Créditos

Antes de Stan Lee, colocar os créditos dos criadores da HQ não era muito comum nos quadrinhos. Lee fez com que isso fosse uma prática regular em suas publicações e colocava não apenas o nome do roteirista e do desenhista, mas também o responsável pelas cores e letras. Ele, inclusive, costumava colocar adjetivos antes dos nomes dos responsáveis, como "ternamente desenhada por Jack Kirby, para que o público criasse mais empatia com os criadores. Ironicamente, anos depois ele passou a ser acusado de não dar os devidos créditos a outros quadrinistas na criação de personagens.   

Ajudou a criar as Graphic Novels

As Graphic Novels não eram comuns em meados da década de 70 e, na época, um produtor chamado Lee Kramer sugeriu para Stan Lee a produção de um filme baseado no Surfista Prateado. Para isso, ele precisaria de uma história fechada do personagem e, por conta disso, ele e Jack Kirby criaram o que seria uma graphic novel arcaica. O filme não aconteceu, mas ajudou a criar um novo estilo de HQ e acabou sendo o último trabalho da lendária dupla – leia mais.   

Aproximação dos fãs

Kyle Nishioka/Wikicommons

Lee fez com que a Marvel fosse uma editora com um estilo mais familiar em relação a sua concorrência. Na época, os fãs podiam escrever cartas para o quadrinista, que respondia nas páginas dos quadrinhos. Com o crescimento da editora, ele começou a escrever cada vez menos HQs e passou a virar um embaixador da Casa de Ideias.     

Expansão para Hollywood

Não foi apenas recentemente que Stan Lee lutou para que a Marvel chegasse aos cinemas e televisão. Nos anos 60, quando as HQs ainda estavam crescendo, ele chegou a se encontrar Federico Fellini para uma possível adaptação e nos anos 70 conseguiu fazer uma série do Hulk, que virou um marco do personagem. Contudo, a Marvel demorou para emplacar no cinema, mas hoje é uma das maiores franquias da história da sétima arte. E todos os filmes da Casa de Ideias são produzidos por Lee.