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Sherlock | Excelente montagem compõe loucura e obsessão do detetive em ótimo episódio

Gancho para "The Final Problem" garante retorno de Moriarty no que pode ser o fim da série

Aline Diniz
11.01.2017, às 10H17
ATUALIZADA EM 29.06.2018, ÀS 02H45
ATUALIZADA EM 29.06.2018, ÀS 02H45

O episódio de estreia da quarta temporada de Sherlock dividiu os fãs da aclamada série. Enquanto muitos ficaram felizes com o retorno do protagonista (Benedict Cumberbatch) e seu fiel companheiro John Watson (Martin Freeman), o capítulo não foi muito satisfatório. Apesar de fugir da proposta inicial da série, apostando em uma trama confusa e desinteressante, "The Six Thatchers" foi uma boa introdução para o que seguiria em "The Lying Detective", que precisou de todo o caso de Mary (Amanda Abbington) para encaminhar a narrativa.

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O segundo episódio parece arrumar quase todos os problemas da estreia, entregando uma montagem melhor, uma trama mais estável e o retorno à antiga dinâmica de Sherlock e John, além de introduzir o ótimo vilão Culverton Smith (Toby Jones), e encerrar com um digno gancho. O capítulo vai lentamente ligando todos os pontos introduzidos até agora, apresentando e revelando novos detalhes de algo que aparentemente envolve uma questão muito maior do que a dupla de detetives está pronta para lidar.

[Cuidado, possíveis spoilers abaixo!]

Toda a investigação a Culverton Smith surge após o encontro de Sherlock e sua filha Faith Smith, que passou por uma "reunião de desabafo" onde seu pai injetou os participantes com uma droga de limitação de memória, e precisa de ajuda para descobrir o que havia acontecido na noite através de algumas anotações. A principal questão aqui é que Sherlock não está bem. Ainda se recuperando da morte de Mary e lidando com a perda em sua própria maneira bizarra, ele está usando drogas e tentando mostrar ao mundo que permanece funcional mesmo assim.

A montagem de "The Lying Detective" espelha a instabilidade de Sherlock, alternando entre cenas lineares do episódio e momentos que parecem um sonho febril, mostrando uma aparente segunda faceta de Culverton Smith que Holmes continua tentando provar existir mas, mesmo que tente estabelecer o contrário, sua capacidade de dedução está diminuída. Então todo o capítulo gira em torno disso: o detetive, debilitado, esforçando-se a mostrar a John que Culverton é uma farsa e sendo constantemente descreditado.

Muito do episódio, no entanto, são dicas apresentadas que acabam passando despercebidas por estarem em segundo, às vezes terceiro plano, ficando completamente alheias à narrativa principal. A cena final do capítulo só indica ainda mais que caminhamos para o fim e que "The Final Problem", o derradeiro dessa temporada, será também o último da série. Apesar da dúvida ter surgido se o programa se despediria bem dos fãs após os últimos episódios, não fica nenhuma dúvida que teremos um final digno do tão adorado primeiro ano de Sherlock. E que venha Moriarty - qualquer que seja sua nova forma.

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