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Entrevista

Xuxa revisita questões difíceis em doc: "Tem gente que prefere lado do abusador"

Conversamos com a Rainha dos Baixinhos sobre o documentário que promete revelar muitos detalhes da vida e carreira da apresentadora.

Omelete
4 min de leitura
HH
12.07.2023, às 16H01.
Xuxa Meneghel promove Xuxa, o Documentário

Créditos da imagem: Divulgação/Globo

Na última segunda-feira, dia 10 de julho, o Globoplay preparou um grande lançamento para Xuxa – O Documentário, que aconteceu em um shopping na Zona Sul do Rio e foi prestigiado por familiares, amigos e ex-colegas de trabalho da apresentadora. O evento contava não só com a exibição do primeiro episódio da produção, como também com uma bela exposição das roupas icônicas que Xuxa usou durante sua carreira. Na conversa com a apresentadora, contudo, ficou claro como pairava também sobre o encontro uma estranha polarização.

O trecho da conversa entre ela e Marlene Mattos, exibido na noite anterior, no Fantástico, dividiu a opinião de internautas entre o horror das declarações da ex-diretora do Xou da Xuxa e uma certa “absolvição” de seu comportamento diante do que tinha conseguido construir. A força dos comentários “pró-Marlene” cresceu nos dias seguintes, mas mesmo sem saber disso, as declarações de Xuxa para todos os veículos presentes na festa - e mais ainda para o Omelete – reforçaram que uma das preocupações dela e do documentário é estabelecer muito bem quem é quem no curso dessa história.

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O documentário contará, em cinco episódios, como Xuxa se tornou um dos maiores fenômenos de popularidade do país; o que deixou, é claro, um legado emocional fortíssimo e uma quantidade considerável de mitos e escândalos pelo caminho. Segundo a própria Xuxa, o documentário não foi feito para somente celebrá-la. E a expectativa de que ele irá fundo nas questões delicadas se fortaleceu depois que a presença de Marlene foi anunciada. Ela e a apresentadora não se falavam há quase 20 anos quando se reencontraram para a gravação.

“Me choca bastante a forma como algumas pessoas veem toda essa situação”, disse Xuxa ao começar a responder nossa pergunta sobre o que havia lhe deixado mais impressionada no resultado final da produção. “Eu disse que fui abusada de diversas formas durante aqueles anos. Abusos não só físicos como morais, abusos de poder, de confiança... E mesmo assim ainda tem gente na internet e em outros lugares que prefere ficar do lado do abusador e não da vítima; que nem fui/sou eu, mas as paquitas e todas as pessoas que conviveram comigo. Ainda tem gente que vem com “ah, mas era o jeito dela” ou “era necessário” ou “era naquela época”... Mas, não estamos mais naquela época. Agora a gente tem que olhar e dizer que não, isso não pode. Só que a gente tá vivendo um tempo em que se tiver o mocinho e o bandido, a galera vai torcer pelo bandido”.

Xuxa vive um momento em que qualquer uma de suas entrevistas é pautada por boas declarações. Na hora de falar do documentário, ela não privou os presentes de detalhes interessantes do processo de filmagens. “Apesar de ser impossível condensar 60 anos de vida em cinco episódios, eu já assisti duas vezes e não mudaria nadaE as pessoas vão ver momentos em que fiz coisas muito erradas; do tipo que me fazia me perguntar o porquê de ter feito”, disse ela. Os deslizes na época da Manchete, as falas problemáticas, o reencontro com o menino do filme Amor Estranho Amor... está tudo lá. Xuxa também admitiu ter pedido para uma das partes do documentário ser retirada da edição final: “As pessoas não estariam preparadas para ouvir o que eu disse e tudo acabaria sendo só sobre isso”.

Apesar da curiosidade instaurada por essa declaração, o argumento da apresentadora para cortar o misterioso trecho tem lá sua legitimidade: “As pessoas só falariam disso, do mesmo jeito que só estão falando do meu encontro com a Marlene”. E de fato, o julgamento das ações de Marlene Mattos era o assunto em comum entre os que estavam no evento. “Eu não consigo entender como as pessoas podem questionar por que eu demorei tanto pra falar sobre isso, ou questionar se o que eu sofri foi ou não válido simplesmente porque eu deveria ser grata pelo que conquistei... Não é por aí... Marlene me disse que faria tudo de novo e as pessoas precisam admitir que erraram. Eu não consigo entender como alguém pode ficar do lado de algo assim. Eu não faria isso jamais... ficar do lado ruim... Eu sempre fui super Xuxa contra o baixo astral”.

Ao lado de Juno, da filha Sasha, do genro e da inseparável Doralice, Xuxa encerrou a entrevista, apresentou a exibição do primeiro episódio e só se retirou depois que todos os fãs que estavam na porta do cinema foram atendidos. Não foi uma surpresa ver jornalistas esperando por uma oportunidade de uma foto com ela e as conversas eram entrecortadas por memórias infantis e emocionadas. Existe algo de terno e lúdico na presença de Xuxa, que altera comportamentos, anula as diferenças de idade, desperta uma euforia e uma alegria que são inegáveis. Ser cínico a respeito seria um desperdício.

Xuxa – O Documentário estreia nesta quinta-feira, dia 13 de julho, no Globoplay. Serão cinco episódios liberados sempre às quintas. A direção é de Pedro Bial. Amanhã vocês já poderão conferir aqui quais foram nossas primeiras impressões.

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