Roupa dura e drone caído: Whindersson conta perrengues de Próxima Parada

Créditos da imagem: Whindersson Nunes na segunda temporada de Próxima Parada (YouTube/Divulgação)

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Roupa dura e drone caído: Whindersson conta perrengues de Próxima Parada

Série do YouTube Originals mostrará humorista nos quatro cantos do Brasil

Pedro Henrique Ribeiro
27.08.2021
11h00
Atualizada em
27.08.2021
14h43
Atualizada em 27.08.2021 às 14h43

Estreia na segunda-feira (30) a nova temporada de Whindersson: Próxima Parada. A série do YouTube Originals acompanha o humorista e produtor de conteúdo Whindersson Nunes em viagens por diversos lugares.

A primeira temporada, de 2019, mostrou uma turnê internacional de stand-up do comediante. Dessa vez, ele reuniu amigos para conhecer as diversas regiões do Brasil, e também visitará vários convidados carismáticos, como a cantora Joelma e a influenciadora Thaynara OG. A nova temporada da série tem oito episódios, que vão ao ar semanalmente, às segundas-feiras, no canal do Whindersson no YouTube.

Antes da estreia, o youtuber falou com jornalistas em uma entrevista coletiva em que o Omelete estava presente. Durante a conversa, ele contou como foi gravar a segunda temporada da série durante a pandemia de covid-19 e os perrengues que a equipe enfrentou.

Sobre o processo criativo, Whindersson disse que aprendeu muito. “Foi muito interessante ver eles [amigos e equipe] conhecendo o Brasil da forma que eu já conhecia. Eu já rodei o Brasil umas nove vezes, nas capitais e cidades ao redor. Eu sempre perguntava: ‘onde tem um rio por aqui?’, ‘tem alguma cachoeira aqui perto?’. Então, eu estive sempre descobrindo que cada lugar possui vários lugares sensacionais que muitas vezes a gente não conhece porque não passa na televisão”, afirmou ele. “E às vezes as pessoas me perguntam: ‘o que você vai mostrar do Piauí?’, eu vou mostrar o que tem”.

Whindersson Nunes na segunda temporada de Próxima Parada (YouTube/Divulgação)

Muito drone, mas nem tanto

O diretor Chris Tex comandou a segunda temporada da série e também esteve presente durante a conversa. Ele contou como foi planejar as gravações ao lado do humorista. “Quando o Whindersson me chamou para fazer a segunda temporada, ele foi bem enfático nisso de ‘eu quero mostrar o Brasil de uma maneira muito bonita, para que as pessoas vejam o quanto ele é lindo’. Tem muito plano de drone, onde a gente ia levantava o drone. Então, tem esses momentos poéticos na série que eu acho muito bacanas”, contou Tex.

Cena da segunda temporada de Próxima Parada (YouTube/Divulgação)

Whindersson conta que o que mais teve nos bastidores da série foi perrengue. Alguns chiques, outros nem tanto. Logo na segunda cidade, as roupas do elenco ficaram duras de tanto que foram usadas. “A roupa ficava em pé sozinha. Ela estava craca [dura] de tanto que a gente anda com a roupa”, brincou o youtuber. “A história precisa ter continuidade. Então, a gente estava na cachoeira, parou para almoçar? Troca de roupa e depois volta com a mesma roupa que estava seis horas antes. Aí, junta mais seis horas, 12, quando for ver a roupa já está petrificada, virou uma estátua.”, explica.

Além da roupa, a equipe encarou problemas técnicos justo no Piauí, estado onde o comediante nasceu e foi criado. Tudo porque a história de “ter muito drone”, saiu do controle. “Nós estávamos filmando, querendo mostrar a Serra da Capivara, a Pedra Furada, e [para isso,] o drone passava por dentro da pedra, dava um pirueta… até que caiu e o Piauí ficou sem drone. Até achar um drone [para substituir], no Piauí, meu amigo? Pelo amor de Deus”, contou Whindersson, bem-humorado.

Gravação na pandemia

Sobre gravar a nova temporada durante a pandemia, Tex explica que não enfrentou problemas. O diretor viajou com uma equipe reduzida que, segundo ele, filmou todos os episódios sem apresentar nenhum teste positivo para covid-19. Além de não encarar casos da doença na equipe, o planejamento da série também não precisou de alterações.

Apesar do resultado positivo da produção, tendo em vista a situação sanitária global, Whindersson não ficou completamente satisfeito e explicou o porquê: “Eu gosto de chamar muita gente, eu gosto de ir pra cidade e a gente chamar um cara de lá que faz isso ou aquilo. Então, essa questão de não poder incluir mais pessoas, para mim foi difícil. Se eu sei que a situação é difícil no lugar, eu quero ir para lá e gerar empregos, chamar um guia ou até mesmo o cara que dirige a van. E a gente não tinha, nesse projeto, autonomia para colocar mais gente para trabalhar, para respeitar os protocolos contra a covid”.

Cena da segunda temporada de Próxima Parada (YouTube/Divulgação)

O humorista também levou um amigo apelidado de Manel para as viagens da série. Whindersson diz que esse amigo, que possui nanismo, o fez refletir sobre o impacto de certas piadas nas pessoas durante uma gravação e novamente durante as gravações. “Conforme eu passava mais tempo com ele, comecei a ver tanta coisa que acontece na vida do cara e que a gente não percebe. Você começa a ter o olhar mais apurado para tudo”, contou ele. “Às vezes eu chego em alguns lugares do Brasil que o ingresso de R$200 que vende na primeira semana, enquanto tem gente que fala que não vai poder ir no meu show porque não tem R$10 para pagar no ingresso [mais barato]. Aí eu me questiono: Eu vou deixar essa cidade aqui nunca ser vista? Viajar pelo Brasil só me dá mais vontade de conhecer mais coisas e entender melhor todos os tipos de pessoas que existem e dar voz para elas”, completou.

A segunda temporada da série só estreia na semana que vem, mas o YouTube vai lançar um trailer exclusivo nesta sexta-feira (26). A primeira temporada completa está disponível gratuitamente no canal de Whindersson no YouTube.

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