Watchmen, da HBO

Créditos da imagem: Watchmen/HBO/Divulgação

Séries e TV

Artigo

Watchmen | Entenda o que foi a chuva de lulas no primeiro episódio

Momento é consequência do final do quadrinho e afetou a evolução do mundo; Omelete conversou com Damon Lindelof em Nova York

Fábio de Souza Gomes
21.10.2019
00h10
Atualizada em
21.10.2019
18h32
Atualizada em 21.10.2019 às 18h32

Um dos pontos que mais chamaram atenção na estréia de Watchmen foi a chuva de lula. Segundo o criador Damon Lindelof, isso está ligado justamente ao ataque da Lula gigante no final da HQ e como a humanidade evoluiu de uma maneira diferente nesse universo.

No quadrinho, em 1985, os Estados Unidos e a Rússia estão prontos para entrar em uma guerra nuclear. Por conta disso, Ozymandias orquestra um plano para liberar uma lula gigante em Nova York com a ideia de que, com uma nova ameaça, o mundo se uniria novamente, a guerra chegaria ao fim e o mundo seria salvo. A ideia parece louca, mas no fim da história é justamente isso que acontece.

A Lula mata três milhões de pessoas e a luta contra o ser extradimensional une a humanidade novamente. Contudo, aparentemente, a fenda interdimensional segue aberta e continua levando pequenas lulas para o mundo. “Nós não sabemos se Veidt [Ozymandias] está por trás disso, mas a ideia é manter as pessoas com medo”, completa Lindelof.

Além disso, o ataque da lula teve uma consequência não prevista por Ozymandias: um medo maior da tecnologia no mundo. Como pode ser visto durante o seriado, as pessoas ainda usam bips, um dispositivo popular nos anos 90 que caiu em desuso após a invenção do celulares - algo que nunca foi inventado no mundo de Watchmen.

“Tivemos de imaginar o medo e a paranoia que tomaria o mundo após a aparição da lula. Então, uma das coisas que aconteceram foi: o que criou a fenda dimensional que permitiu que essa coisa chegasse? Deve ser o Wi-Fi e as torres de celulares. Então, o governo chegou e destruiu toda a experimentação com Wi-Fi e as torres de celulares. Com isso, não há nenhuma comunicação wireless, não existem computadores pessoais, nem celulares, nem internet. Essas coisas que aconteceram em nosso mundo, nunca aconteceram no mundo deles. Houve uma fobia tecnológica que surgiu após o ataque da lula e, claro, muitas pessoas ganharam dinheiro vendendo kits contra lulas”, explica.

O mundo de Watchmen é muito mais analógico e menos conectado que o nosso, além de ter chuvas constantes de seres de um outro mundo. Tudo isso é uma consequência do final do quadrinho, que deve ter um papel importante ao longo do seriado.

Watchmen é exibido no Brasil na HBO, todo domingo, às 22h.