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Entrevista

Vermelho Sangue | Criadoras falam sobre a importância da brasilidade da série

Rosane Svartman e Claudia Sardinha explicam como a cultura brasileira prevalece na produção do Globoplay

Omelete
4 min de leitura
15.09.2026, às 19H52.
Vermelho Sangue | Criadoras falam sobre a importância da brasilidade da série

Créditos da imagem: Globo/Paulo Belote (Divulgação)

Na quinta-feira (17), a segunda temporada de Vermelho Sangue chega ao Globoplay, com todos os seus dez episódios disponíveis. 

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Desta vez, o conflito entre ciência, instintos, romance e racionalidade se intensifica entre os moradores da cidade fictícia de Guarambá, no estado de Minas Gerais, dentre os quais estão humanos, vampiros e lobisomens (e, claro, lobimoças).

Em uma coletiva de imprensa realizada antes da estreia da nova temporada, as criadoras da produção original do Globoplay, Rosane Svartman e Claudia Sardinha, responderam a uma pergunta do Omelete sobre a relevância da cultura brasileira na construção da série. Veja abaixo:

OMELETE: O Brasil tem uma relação muito hereditária com o imaginário popular, somos muito ligados ao realismo fantástico. Então, eu queria saber de vocês, qual é a importância de transformar influências e referências da fantasia universal para a cultura brasileira?

SVARTMAN: Bom, obrigada pela pergunta. Ótima pergunta, porque eu acho que a gente tem muita história para contar, né? E a gente tem um público imenso que, como eu, assim, eu já falei isso durante a primeira temporada, mas eu fui uma adolescente que fugia para essas narrativas de fantasia e ficção científica e continuo fugindo de vez em quando. E eu acho muito bom a gente poder contar uma história com o DNA brasileiro, mas com a qualidade que a gente pode mostrar, que a gente pode fazer.

E, sim, também por isso que a gente investiu nessa lobimoça brasileira. O lobo-guará é um lobo brasileiro, né? Um lobo que tem características muito diferentes do lobo cinzento, que é um lobo, por exemplo, que anda em matilha. O lobo-guará, não. Os vampiros se tornaram estrangeiros. E aí eu acho que toda série, todo livro, toda literatura, todo filme que trata do universo fantástico, geralmente é uma grande metáfora sobre o mundo atual.

E não à toa, da primeira temporada para a segunda, agora a gente está falando de trans-humanos, né? E essa segunda temporada que se adensa, não só na trajetória dos personagens, em busca de quem eles são. Aliás, eu amei a análise dessa coisa dos seres desejantes, que tem muito a ver com os vampiros e que tem a ver com o que a Flora (Alanis Guillen) vai entender dessa transformação e as consequências de ser um ser desejante.

Mas acho que é uma oportunidade de também falar de temas que transcendem o amadurecimento pessoal, se conhecer, entender quem você é. E nesse sentido eu tenho muito orgulho de falar aqui em primeira mão, assim, não posso falar muita coisa, mas que essa série a gente conseguiu inverter o fluxo transnacional de conteúdo. Tem um grande player estrangeiro que a gente vai anunciar na MIPCOM e que se interessou pela série.

Então, acho que a gente tem muita história para contar e acho que é uma série que traz, por isso que eu adorei a sua pergunta, esse orgulho do nosso DNA e que a gente fala muito de DNA também, mas disso, desse nosso DNA, de contar boas histórias e com qualidade. Vai, Claudia!

SARDINHA: Acho que a Rô respondeu de maneira muito completa, mas é isso, sempre foi a nossa intenção falar das nossas questões a partir de um gênero que é universal e justamente trazer na inovação a brasilidade. Isso é o nosso twist do gênero, porque a gente vê a adaptação dos clássicos, dos tropos clássicos desse gênero, mas a gente vê à nossa maneira e a gente pode se perguntar como isso é para a gente. Então, no gênero a gente usa o simbólico para abordar as questões do nosso tempo, as questões da nossa localidade e quando a Rosane veio com essa fagulha da Lobimoça Guará... eu falo que ela foi a primeira Lobimoça que eu conheci.

Então, realmente isso já colocou o olhar de toda a criação com esse foco, não só da brasilidade, mas também do feminino. Então, a nossa brincadeira era como fazer esse gênero que a gente está acostumado a ver internacionalmente representado de uma maneira tão masculina, a nossa maneira, dentro do feminino.

Sobre Vermelho Sangue

Na nova temporada, os mistérios da pacata cidade de Guarambá ganham novas camadas após o reencontro da lobimoça Luna (Letícia Vieira) com seu pai, Martín (Milhem Cortaz), e seu irmão gêmeo, Juan (Lucas Leto), enquanto a jovem Flora (Alanis Guillen) descobre os encantos e os perigos de sua recém-adquirida vida como vampira ao lado de Celina (Laura Dutra), enquanto nasce um sentimento forte entre as duas.

O segundo ano de Vermelho Sangue estreia no Globoplay no dia 17 de setembro com todos os 10 episódios disponíveis de uma só vez.

 

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