Primeiro episódio da 2ª temporada de Titans

Créditos da imagem: Titans/DC Universe/Divulgação

Séries e TV

Artigo

Titãs | 2ª temporada começa tímida nas novidades e amarrando pontas soltas

Série do DC Universe tem bastante coisa para apresentar mas, estranhamente, prefere adiar isso para a semana seguinte

Arthur Eloi
09.09.2019
11h00

A primeira temporada de Titãs foi uma agradável surpresa. Lançando um novo universo televisivo, a produção do DC Universe mostrou que sabe trabalhar as influências das HQs com abordagem mais sombria. As coisas só parecem melhorar daqui para frente, com o ano dois prometendo introduzir o Superboy (Joshua Orpin), o supercão Krypto e, finalmente, Bruce Wayne, interpretado por Iain Glen (Game of Thrones). Como a série prepara o terreno para todas essas mudanças? Curiosamente, ignorando-as por enquanto.

Trigon”, que abre a segunda temporada, é um episódio bastante peculiar por parecer mais como final do que começo. A trama retoma justamente no caos deixado anteriormente, com Dick Grayson (Brenton Thwaites) consumido pelas trevas invocadas por Trigon, o pai de Rachel (Teagan Croft). A primeira impressão é que isso se tornará um arco a ser explorado, mas o capítulo mergulha a fundo em colocar o restante do elenco em experiências parecidas, para então resolver os problemas de uma vez com uma luta entre Rachel e sua família para defender seus amigos.

O resultado é um foco no imediato que dá um gosto de versão estendida do finale: a conclusão do ano um é abrupta, e faria muito mais sentido ver o grupo passando por uma experiência unificadora como fechamento de um arco, e não ponto de partida. Mesmo Trigon (Seamus Dever), que antes era colocado como uma ameaça, é descartado tão rápido, que o intervalo de um ano entre temporadas reduz por completo sua marra.

Isso, claro, não significa que é um episódio ruim - apenas mal posicionado na série, diminuindo o impacto que poderia ter como conclusão. Felizmente alguns momentos impactantes, como Ravena assumindo seu poder e visual clássico, seguram bem a barra até os 20 minutos finais, que é quando as novidades realmente começam a dar as caras - ainda que de forma bem tímida.

Um momento introduz brevemente o Exterminador (Esai Morales), que deve ter bastante importância no ano dois já que até seus filhos estão confirmados. Já outro traz a primeira aparição de Iain Glen no posto de Bruce Wayne, mas também em um curto momento com Grayson, em que o jovem tenta fazer as pazes com seu pai adotivo. O episódio termina com os heróis, enfim reunidos como equipe, na Torre dos Titãs, em São Francisco.

A segunda temporada tem um começo estranho, entregando suas novidades quase como em cenas pós-créditos, mas é possível manter boa expectativa para o que está por vir. O ano um mostrou confiança em criar um universo original, e tudo indica que a tendência é só crescer daqui para frente. Se tudo der certo, a próxima semana marcará oficialmente o começo da leva inédita de episódios - especialmente agora que não há mais pontas soltas a serem amarradas.

Titãs é transmitida no Brasil pela Netflix. Ainda não há previsão de chegada para a segunda temporada no país.