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Entrevista

The Walking Dead: Dead City retorna sem vilão em 3ª temporada; entenda a mudança

Atores explicaram os rumos do novo ano em entrevista ao Omelete

Omelete
3 min de leitura
01.08.2026, às 06H00.
The Walking Dead: Dead City retorna sem vilão em 3ª temporada; entenda a mudança

Toda temporada de The Walking Dead, desde a série original até seus spin-offs, teve um vilão para ancorar a tensão dramática: o Governador (David Morrissey), o próprio Negan (Jeffrey Dean Morgan), os Sussurradores, a lista é longa. Mais de 15 anos depois da estreia da franquia na TV, a terceira temporada de The Walking Dead: Dead City vai romper com essa fórmula. Pela primeira vez, não há um antagonista central definido para ajudar a guiar a trama dos sobreviventes do apocalipse zumbi.

Para o showrunner Seth Hoffman, essa ausência não é uma lacuna, mas uma escolha deliberada que reflete uma mudança mais ampla na filosofia da série sob seu comando. A ideia nasceu ainda durante a segunda temporada, quando ele passou a questionar internamente se seria possível manter a tensão dramática sem repetir a fórmula clássica da franquia.

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Hoffman, que já havia trabalhado no universo original entre as temporadas 4 e 6, explica que naquela época os personagens que ousavam ter esperança eram sistematicamente punidos por isso. "Esse é um mundo sombrio para se viver", detalhou o produtor em entrevista exclusiva ao Omelete. A partir da segunda temporada de Dead City, ele decidiu testar se seria possível dar a esses personagens uma chance real de esperança sem transformá-la em ingenuidade fatal.

O exemplo citado pelo showrunner é o gesto de Maggie (Lauren Cohan) de acender a Estátua da Liberdade logo no início da temporada, um voto de confiança que, na série original, teria consequências imediatas e trágicas. Aqui, o resultado é o oposto: a atitude reforça a imagem de Maggie como líder sábia e capaz.

Sem um vilão externo, o conflito dramático passa a vir de dentro do próprio grupo. Jeffrey Dean Morgan descreve a temporada como um momento em que Maggie e Negan tentam descobrir quem são agora, enquanto negociam a chegada de novos sobreviventes cujos objetivos nem sempre se alinham com os da comunidade. "A Maggie está apoiando uma facção, o Negan está em outra, e a questão é se eles conseguem se unir", resumiu o ator. "Então, simplesmente não é preto no branco. Não é tão preto no branco quanto sempre foi."

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Hoffman detalhou que a terceira temporada se divide em blocos narrativos distintos: os episódios iniciais estabelecem o sucesso inesperado do plano de acolher novos moradores, a parte central lida com as dores de crescimento de formar uma comunidade maior, e o desfecho traz uma guinada que promete surpreender o público. "Vai deixar todo mundo tentando adivinhar", garantiu.

Apesar da ausência de um antagonista definido ao longo da maior parte da temporada, Jeffrey Dean Morgan confirmou que um grande vilão deve surgir até o final do novo ano, mantendo a mitologia clássica da franquia viva por trás da narrativa mais coral que caracteriza esta fase de Dead City. "Mas nós vamos deixar você meio confuso com algumas reviravoltas antes de chegarmos lá", finalizou.

No Brasil, a terceira temporada de The Walking Dead: Dead City tem estreia marcada para outubro deste ano no AMC Brasil. As primeiras temporadas também estão disponíveis no Prime Video.

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