The Walking Dead: Dead City | 3º ano, enfim, torna Negan e Maggie aliados
Omelete conversou com Jeffrey Dean Morgan e Lauren Cohan
Nenhuma relação define The Walking Dead: Dead City tanto quanto a de Negan e Maggie. Desde que o spin-off estreou centrado na perseguição da personagem de Lauren Cohan ao assassino do marido, a série usou essa tensão como motor dramático, mesmo depois que as duas primeiras temporadas forçaram os dois a colaborar contra a vontade. Na terceira temporada, que estreia em 26 de julho nos Estados Unidos, essa lógica muda de figura: pela primeira vez, os dois estão genuinamente do mesmo lado, sem armadilhas ou ressentimentos disfarçados de trégua.
A pergunta que fica é o que resta da dupla quando o conflito que os definiu desde a morte de Glenn (Steven Yeun), ainda na série original, deixa de existir. Para Lauren Cohan, a resposta passa por desconstruir os rótulos que Maggie carregou ao longo de toda a franquia, muito antes de pensar em como lidar com Negan (Jeffrey Dean Morgan).
"Sempre senti que havia esses arquétipos que precisavam ser preenchidos: esposa do Glenn, filha do Hershel, mãe, líder", disse a atriz em entrevista exclusiva ao Omelete. Na nova temporada, tirar essa identidade construída em cima do ressentimento contra Negan colocou Maggie em queda livre, obrigada a se redescobrir sem as certezas que a sustentavam.
Morgan completou o raciocínio explicando o papel que Negan passa a exercer: o de lembrar Maggie da própria capacidade. "Ele mostra a ela que talvez seja mais capaz, e uma líder melhor do que qualquer outra pessoa poderia ser", afirmou o ator, descrevendo a relação atual como "uma situação meio yin e yang", em que os dois trabalham em sintonia sem deixar de ser quem sempre foram.
Essa dinâmica ganha um contraponto prático já nos dois primeiros episódios da temporada, quando o grupo recebe os novos sobreviventes interpretados por Raúl Castillo e Aimee Garcia. Maggie decide confiar na capacidade de Negan de ajudar essa nova comunidade, e é justamente esse propósito compartilhado, maior que os dois, que amacia as arestas entre eles.
O resultado, segundo Cohan, é uma temporada com mais nuances, sustentada por uma amizade que evolui em paralelo ao respeito mútuo. "Conseguimos servir de espelho um para o outro este ano", resumiu a atriz, que também destaca o retorno de um traço que definia os dois personagens em suas primeiras aparições na franquia: o humor.
No Brasil, a terceira temporada de The Walking Dead: Dead City tem estreia marcada para outubro deste ano no AMC Brasil. As primeiras temporadas também estão disponíveis no Prime Video.
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