Foto de The Rookie

Créditos da imagem: The Rookie/Universal TV/Divulgação

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The Rookie | Como os roteiristas colocaram histórias reais na série de TV

Seriado do Universal TV conta a história de homem de 40 anos que decide se tornar policial

Camila Sousa
30.11.2018
10h55

Tanto no cinema quanto na TV, é comum ter vários roteiristas trabalhando no mesmo projeto. E não é diferente com The Rookie, série estrelada por Nathan Fillion que chega ao Brasil pela Universal TV. Durante nossa visita ao set da produção em Los Angeles, conhecemos três membros dessa equipe: Elizabeth Beall (Castle), Brynn Malone (The Following) e Fredrick Kotto (ex-policial que faz consultoria e já trabalhou em outras séries, como Guilt e Ice). Ter um grupo de trabalho tão diverso, segundo eles, é algo que se reflete na tela:

“Uma das prioridades do nosso showrunner foi ter não apenas diversidade em termos de gênero, mas também de experiências de vida. Temos pessoas que trabalharam em coisas diferentes e fizeram a transição para a escrita”, explica Beall, que trabalhou anteriormente com o showrunner Alexi Hawley e com Nathan Fillion em Castle.

Foto do set de The Rookie

Foto de The Rookie
The Rookie/Matthew Doyle/Universal TV/Divulgação

Um dos exemplos claros disso é a contribuição de Fredrick Kotto, que tem 18 anos de experiência no departamento de polícia e levou muitas das histórias que vivenciou para o seriado: “Tivemos que ajustá-las um pouco para algo que durou dois dias caber dentro de um episódio. Todos foram muito bons em trazer sugestões de coisas novas, mas eu tentei manter tudo o mais verdadeiro possível aos acontecimentos. Acho que o público está percebendo isso”. Para ele, o foco na série em mostrar policiais honestos ao invés dos corruptos também tem um grande valor: “Nós achamos que é interessante ver aqueles que fazem a coisa certa. Pela perspectiva de alguém que está começando, o universo policial é enorme e podemos ir nessa jornada com ele”.

Elizabeth Beall ressalta que uma das partes importantes é saber o tema dos episódios. Como várias outros seriados no mesmo formato, The Rookie começa com um conflito inicial que se transforma em algo maior para os personagens, mas é preciso ter cuidado com a escolha desses temas: “Grande parte do nosso processo é entender sobre o que cada episódio é, qual é a história emocionante que vamos contar e qual é a jornada dos nossos personagens. Todas essas são coisas com as quais os roteiristas precisam se conectar. A parte difícil do processo é que, com isso pronto, começamos a fazer uma engenharia reversa: quais são os casos que funcionam com essa história maior que estamos contando? Você pode apenas misturar 100 histórias interessantes de policiais, mas isso não é uma narrativa”.

Outra característica de The Rookie é que, ao invés de focar nas grandes investigações que acontecem antes e depois de um caso, a série segue um ritmo dinâmico, mostrando os policiais nas ruas lidando com um problema diferente atrás do outro. Mas Brynn Malone enfatiza que essa velocidade não impede a atração de ter uma mensagem maior para o público: “Mostramos muitos casos, mas o que une tudo isso é John Nolan [o protagonista] percebendo um aspecto de sua vida com o qual ele precisa lidar”.