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Entrevista

The Rainmaker “não é série de tribunal”, diz ator que assume papel de Matt Damon

Milo Callaghan traz o jovem advogado Rudy Baylor para a nova geração

Omelete
5 min de leitura
31.01.2026, às 06H00.
Milo Callaghan em The Rainmaker (Reprodução)

Créditos da imagem: Milo Callaghan em The Rainmaker (Reprodução)

Milo Callaghan confessa que não viu muitos dramas de tribunal – de Law & Order a Perry Mason, passando por Suits e The Good Wife, o subgênero não é a especialidade do ator britânico, mas ele não acredita que isso seja um empecilho para o seu trabalho em The Rainmaker

Tem trechos da série que se passam no tribunal, mas no fim das contas não passamos muito tempo lá”, comenta ele ao Omelete. “Eu amo o que Michael [Seimetz, showrunner] fez – ele pegou o que poderia ter sido um drama de tribunal comum e o transformou em uma história sobre pessoas. Para mim, nem parecia um drama de tribunal, então não busquei me inspirar neles”.

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O que ele fez, ao invés disso, foi devorar o livro original de John Grisham (de 1995) revisitar a adaptação cinematográfica de Francis Ford Coppola (de 1997) – ambos conhecidos no Brasil com o título O Homem que Fazia Chover. “Quando você assiste a uma performance como a do Matt Damon [o Rudy do filme], você acaba se apoiando nos ombros dela. Então, eu quis honrá-la. Tenho certeza de que há partes do trabalho dele salpicadas no meu”, comenta Callaghan.

Confira abaixo a conversa completa do ator com o Omelete. The Rainmaker já está disponível para streaming no Brasil, pelo Universal+.

OMELETE: Oi Milo! Sou o Caio, do Omelete, no Brasil. Prazer em te conhecer.

CALLAGHAN: Oi, Caio! Prazer em te conhecer, cara.

OMELETE: Quero perguntar primeiro sobre o personagem que você está interpretando, Rudy Baylor, que já teve encarnações muito memoráveis antes - tanto no livro original quanto no filme [de 1997, com Matt Damon. Você revisitou essas versões antes de assumir o papel, ou escolheu manter distância delas?

CALLAGHAN: Eu revisitei. Assisti ao filme de Coppola com Matt, e li o livro enquanto estávamos filmando.

OMELETE: E você tirou muita inspiração dessas versões, ou acha que o seu Rudy é muito diferente deles?

CALLAGHAN: Acho que ele é diferente. Acho que Michael Seitzman, que é o nosso roteirista e showrunner, levou a história em uma direção diferente – mas, com certeza, quando você assiste a uma performance como a do Matt Damon, você acaba se apoiando nos ombros dela. Então, eu quis honrá-la. Tenho certeza de que há partes do trabalho dele salpicadas no meu, sem dúvida.

OMELETE: Certo, com certeza. Eu quero falar sobre a relação do Rudy com a Kelly, e o embate dela com a violência doméstica, porque acho que essa é uma parte muito importante de todas as versões de The Rainmaker. Como hoje em dia temos muito mais consciência dessa questão do que tínhamos nos anos 90, você acha que isso se reflete na série? Ela lida com essa parte de forma diferente?

CALLAGHAN: Sim, acho que sim. Não posso dar muitos spoilers, mas acho que lidamos com isso de forma diferente, e foi uma conversa contínua enquanto estávamos filmando – entre a Madison [Iseman], o Michael e eu. No fim das contas, acho que chegamos a um lugar muito bonito com essa história. A Madison é fantástica, acho que ela faz justiça à história e vai além.

Detalhe do pôster de The Rainmaker (Reprodução)
Detalhe do pôster de The Rainmaker (Reprodução)

OMELETE: Bom, é claro que vimos tantos dramas jurídicos ao longo dos anos – na TV americana, britânica, brasileira, em todos os lugares. Você, pessoalmente, é fã do gênero? Que tipo de inspirações você buscou para este projeto?

CALLAGHAN: Que pergunta interessante. Você é fã?

OMELETE: Eu sou, sim. Law & Order é o clássico, mas também adorei recentemente o reboot de Perry Mason.

CALLAGHAN: Perry Mason tem aquele ator [Matthew Rhys] que eu adoro. Ele é realmente ótimo, não é? Mas eu acho que não assisti muitas séries jurídicas. Eu conhecia Suits, mas acho que somos menos procedurais do que eles, temos uma história contínua na temporada. Tem trechos no tribunal, mas no fim das contas não passamos muito tempo lá. Eu amo o que Michael fez – ele pegou o que poderia ter sido um drama de tribunal comum e o transformou em uma história sobre pessoas. Para mim, nem parecia um drama de tribunal, então não busquei me inspirar neles, mesmo que os ache ótimos.

OMELETE: The Rainmaker já foi renovada para a segunda temporada, é claro. Que tipo de histórias você quer explorar daqui para frente? Existe algo específico que você esteja ansioso para ver?

CALLAGHAN: Sabe, dentro desta série eu conheci um cara muito especial chamado P.J. Byrne, que interpreta Deck, e eu adoraria explorar um pouco mais a relação do Rudy e do Deck daqui para frente.

OMELETE: Bom, em virtude do seu formato, The Rainmaker teve que fazer muitas mudanças, teve que se expandir além do livro. Então, o que mais te surpreendeu quando você leu o roteiro?

CALLAGHAN: Boa pergunta. Nós brincamos com alguns personagens, trocamos o gênero de alguns – o que eu acho muito interessante. Muito rapidamente, no primeiro episódio, você conhece a nova versão de Bruiser, interpretada por Lana Parrilla, e acho que ela faz um trabalho fantástico. Eu fiquei animado com isso, senti que trouxemos a trama para o mundo moderno, que subvertemos as expectativas. Há um outro personagem que mudamos bastante, interpretado por Dan Fogler, que é um dos meus atores favoritos de todos os tempos, e uma das melhores pessoas com quem já trabalhei. Não vou revelar demais, mas há muitas surpresas para os fãs dos livros e do filme.

Milo Callaghan e Lana Parrilla em The Rainmaker (Reprodução)
Milo Callaghan e Lana Parrilla em The Rainmaker (Reprodução)

OMELETE: Bom, você mencionou a Lana Parrilla. Ela tem uma base de fãs muito grande aqui no Brasil, principalmente por causa de Once Upon a Time -  você pode contar um pouco sobre como foi trabalhar com ela, e o que ela traz para esta série?

CALLAGHAN: É claro que posso. Lana é uma pessoa de coração muito bondoso. Incrivelmente profissional, maravilhosa de se trabalhar. Ela aparece no set e traz o seu melhor sempre. Eu sei que ela tem um lugar enorme no coração dela para os fãs da América Latina, da América do Sul, é importante para ela estar aí, e tenho certeza que ela está animada para o público latino assistir a The Rainmaker.

OMELETE: Muito obrigado, Milo, e parabéns pela série!

CALLAGHAN: O prazer foi meu. Obrigado!

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