The Boys: os 6 maiores acertos no retorno para a 3ª temporada

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The Boys: os 6 maiores acertos no retorno para a 3ª temporada

Novo ano da série do Prime Video retorna com três ótimos episódios

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1 min de leitura
Julia Sabbaga
03.06.2022, às 11H30
ATUALIZADA EM 03.06.2022, ÀS 12H14
ATUALIZADA EM 03.06.2022, ÀS 12H14

[Cuidado com spoilers dos três primeiros episódios da 3ª temporada de The Boys] 

The Boys finalmente voltou e, com seus três primeiros episódios, já cumpriu suas promessas de loucura (na realidade, as expectativas de algo extremo já vieram nos primeiros 10 minutos, não é mesmo?). Mas este retorno já fez muito mais do que sangue, violência e loucura. Mantendo um histórico bizarramente comprometido com a reflexão da realidade atual, a série de Eric Kripke já mostrou qual será seu foco no novo ano, e construiu isso de forma natural mesmo depois de dois anos de espera.

Por isso, reunimos abaixo algumas das maiores vitórias neste retorno de The Boys, que ano após ano segue ganhando o apropriado título de uma das melhores produções atuais. Mas claro - cuidado com spoilers dos três primeiros episódios:

UMA NOVA E APROPRIADA TEMÁTICA

Super-herói é o gênero da moda, mas todo esse cenário grandioso sempre foi, para The Boys, uma baita ferramenta para falar de temas que circulam no mundo real. Na primeira temporada, o foco principal saía do movimento MeToo, com toda jornada de Luz-Estrela para conhecer a realidade por trás dos holofotes da fama; no 2º ano, Tempesta foi introduzida para simbolizar o racismo em pauta, e o crescimento de movimentos de supremacia branca. No terceiro ano, The Boys volta com outro tema social que já dá suas caras neste começo de temporada. 

Através do misterioso passado do Leitinho da Mamãe, que promete sua revelação aos poucos, ou na virada de atenção para as atividades do grupo Payback - e principalmente através de seu integrante Gunpowder - The Boys começa a se mostrar interessado nas hipocrisias da indústria armamentista e, claro, a violência armada nos EUA. Até em uma conversa entre Trem Bala e seu irmão, que discute o abuso de poder de heróis (Blue Hawk, especificamente, herói que claramente simboliza a força policial) em sua vizinhança, é possível sentir o paralelo com os recentes movimentos no país norteamericano. Aqui, The Boys se mostra novamente interessado em servir como reflexo da nossa própria realidade, com todas suas falhas, privilégios e injustiças. 

UMA PROMESSA PARA LEITINHO

Já faz um tempo que conhecemos os rapazes de The Boys, e cada um deles teve o seu momento de brilhar, mesmo que tenha sido na sombra de Hughie e Billy Bruto. Existe um, no entanto, que sempre teve seu potencial pouco explorado, e este é Leitinho da Mamãe. Desde as piadas sobre Downton Abbey na primeira temporada, existia uma faceta do personagem que não conhecíamos, e o início do 3º ano já promete uma exploração não somente de sua personalidade, como de seu passado. 

Indo até na onda da temática central da temporada, Leitinho da Mamãe parece ter assuntos traumáticos e nunca resolvidos com o que parece ser nosso novo vilão central, Soldier Boy. Nesse sentido, o 3º ano promete uma rivalidade que pode funcionar do mesmo modo que o 2º ano, em que Kimiko tinha seus problemas pessoais contra Tempesta. Foi na condução desta trama que pudemos ter uma visão do passado da Fêmea, e The Boys promete fazer o mesmo para aprofundar Marvin. 

O RETORNO AO PASSADO - E A ORIGEM DE BLACK NOIR

Toda vez que The Boys retornou ao passado, a sequência foi um presente para o público. Seja para mostrar as origens de Tempesta, Capitão Pátria, ou até mais recentemente, ao revelar o que realmente se passou com Becca, os acontecimentos prévios na vida dos nossos personagens prometem um prato cheio. Apostando exatamente nisso, o terceiro ano vai além, retornando para o auge da Guerra Fria para apresentar de vez o grupo Payback - na sequência que nos serve de introdução para Soldier Boy. 

O momento, que acontece no terceiro episódio, tem alguns de seus próprios destaques, a começar pelo surpreendente trabalho do ator Justiin Davis, que emula perfeitamente o estilo de Giancarlo Esposito para interpretar um jovem Stan Edgar. Mas o brilho principal dentro do grupo de heróis é Black Noir, nosso velho conhecido, que finalmente protagoniza o costume de The Boys de humanizar tanto seus heróis quanto seus vilões. 

A ideia não é fazer o público gostar de Black Noir, mas assim como faz com todos os personagens, a série apresenta as origens do indivíduo para que nada fique superficial. A revelação de sua figura, e a explicação de seu particular capacete, fazem parte de uma das melhores cenas do retorno de The Boys. 

THE BOYS ARE BACK

Demora um pouco, mas é um alívio saber que nossos rapazes trabalharão próximos durante essa temporada, já que não demora para que Hughie descubra o segredo de Victoria Neuman. O movimento de união, no entanto, não quebra a rotina que permeia o grupo desde o começo: uma eterna desconfiança. 

Desta vez, nada mais válido, já que Billy Bruto mostrou sinais de que a injeção com o V-24 deixou suas sequelas, sem ter revelado para ninguém o que aconteceu com seu estado de saúde e seu abrupto mau humor. É um terreno instável - até porque Frenchie e Kimiko sempre parecem estar com um pé para fora - mas saber que os boys trabalharão juntos no terceiro ano parece um alívio dentro de um universo tão corrompido. 

RYAN - E RYAN E KIMIKO!

Ryan viveu uma crise de identidade bem complicada na segunda temporada, alternando entre Becca, Capitão Pátria e Billy Bruto, mas aparece no novo ano já aparentemente tranquilo, tentando lidar com os acontecimentos de seu passado recente. Seu personagem, que aparece em poucas cenas até agora, é um dos mais intrigantes do novo ano, principalmente por estar sendo desenvolvido em duas frentes: tanto como esperança quanto como ameaça. 

Se a sua proximidade com Bruto parece adorável ao primeiro olhar, basta um dia ruim para a nova figura paterna de Ryan ser ameaçado com o olhar que remete ao nosso maior vilão. Vale ressaltar, também, que Ryan só apareceu até agora em roupas das cores azul, vermelha e branca, um aceno claro ao seu pai biológico e os possíveis traços que Pátria pode ter deixado no garoto. 

Agora, se vamos falar de Ryan um momento precisa ser separado para falar de um dos momentos mais sensíveis dos três primeiros episódios: a curta conversa entre Ryan e Kimiko. Juntos em um jogo, os dois se revelam um por outro, e compartilham um sentimento que, neste contexto, só os dois sabem como é: o peso de ter poderes, e a vontade de viver uma vida normal. 

A INSTABILIDADE DO CAPITÃO PÁTRIA

Mas, vamos lá: se tem uma carta em que The Boys decidiu apostar - e nenhuma aposta poderia ser tão certeira - é no descontrole do Capitão Pátria. Aqui, a produção do Prime Video entendeu que Antony Starr é, sim, uma estrela (perdão pelo trocadilho) e uma que rouba a tela a todo momento que aparece. Enquanto a vida e carreira do líder dos Sete - ou melhor, co-capitão - degringolam em uma montanha-russa sem fim, Pátria só ganha mais momentos para brilhar. 

O acerto específico aqui, no início da 3ª temporada, é brincar com a completa instabilidade do personagem. Nós já conhecemos Pátria na tristeza, na felicidade, na saúde e na doença, mas nunca o vimos em um momento completamente sem estribeiras. The Boys faz isso descartando o que era, até hoje, sua maior ameaça. 

No fim da 2ª temporada, Maeve convenceu o Capitão a deixar todos os outros personagens vivos ameaçando-no com o vídeo do acidente aéreo que aconteceu na primeira temporada. Foi uma cartada que funcionou, mas infelizmente significou, também, que nosso malvado favorito teria uma rédea curta em seu futuro. Como The Boys resolveu isso? Retornando com um Capitão Pátria completamente sem limites, que enfrenta a ameaça com um simples “f**-se”. Ao se libertar da chantagem do vídeo do avião, Pátria aparece para a 3ª temporada instável e livre como nunca - e a sombra do retorno de Soldier Boy só promete intensificar isso. 

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