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Streamings que apostam em nichos podem incomodar gigantes como Amazon e Disney, diz especialista

Grandes players disputam atenção do público que pode priorizar serviços mais próximos de seu gosto

Omelete
2 min de leitura
05.10.2026, às 17H29.
Streamings que apostam em nichos podem incomodar gigantes como Amazon e Disney, diz especialista

Créditos da imagem: Reprodução

Entre a Netflix, que é o serviço com mais assinantes no Brasil, ou o Disney+, que tem com o maior custo médio, além de outros grandes players do mercado como Amazon e HBO, streamings mais nichados começam a incomodar os gigantes com uma curadoria maior e produtos que miram diretamente as histórias e formatos que o público tem mais afeição. É o caso da Crunchyroll, por exemplo, com o catálogo voltado para os fãs de animes. 

Segundo Bruno Chan, CEO e Cofundador do instituto de pesquisa klavi, o consumidor passou a ter mais cuidado com a quantidade e o valor pago por serviços de streaming. “Ao mesmo tempo que existe uma disputa de gigantes, como Amazon, HBO e Disney, pouco a pouco começam a surgir streamings que apostam no nicho, como o Crunchyroll, muito forte no mercado de animes, que podem incomodar os maiores se seguirmos a lógica de que o consumidor não estará disposto a assinar um número ilimitado de plataformas”, contou ao Omelete.

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Essa gama de novos serviços muda também o formato do negócio das grandes empresas, que criam estratégias diferentes para conquistar assinaturas novas. “A Amazon, por exemplo, passa a apostar em bundles (pacotes de serviços) e add-ons (serviços adicionais ao Prime), para se tornar uma espécie de one-stop-shop, enquanto a Netflix aposta na exclusividade e força de marca. Obviamente, conteúdos específicos, lançamentos e mudanças de preços também podem movimentar o mercado, mas os dados reforçam que o bruto está na continuidade e a percepção de valor ao longo do tempo", disse Chan.

Com os valores altos, os streamings a lógica de consumo passa a ser de gestão de portfólio, com o assinante adequando seu orçamento para compor uma carteira com múltiplas empresas para ter opções de entretenimento que façam mais sentido para si. “Os dados mostram que a liderança da Netflix permanece bastante consolidada, o que não necessariamente significa que ele seja o streaming favorito da maioria, mas sim que é sempre lembrado como uma opção importante”, destacou Bruno Chan. 

“A oscilação entre os demais players, mostra uma disputa constante entre quais outros streamings são lembrados. O consumidor de streaming não é diferente do consumidor de qualquer outro mercado, ele distribui o orçamento entre diferentes opções de acordo com a oferta e preço, com mais um fator intangível que não pode ser esquecido: a força da marca.”

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