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Maul: Lorde das Sombras se arrisca em uma galáxia de possibilidades

Nova série de Star Wars tem equilíbrio narrativo e animação de encher os olhos

Omelete
3 min de leitura
João Jedi
06.04.2026, às 04H01.
Star Wars: Maul - Lorde das Sombras (Reprodução)

Créditos da imagem: Star Wars: Maul - Lorde das Sombras (Reprodução)

Star Wars é uma franquia conhecida por seus vilões. Claro, os heróis icônicos como Luke Skywalker, Mestre Yoda e Princesa Leia são altamente memoráveis. Mas, não dá para negar que a imponência de Darth Vader foi um dos motivos para a saga conquistar corações e mentes desde 1977. Décadas depois, um novo vilão foi introduzido: Darth Maul. Mesmo não tão imponente e poderoso quanto o mascarado de respiração forte, não dá para negar que ele conseguiu deixar uma boa impressão nos fãs. Em Maul: Lorde das Sombras, essa impressão se transformou em curiosidade e atenção.

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Maul entrou (quase) mudo e saiu (meio) calado de A Ameaça Fantasma. Já a nova série do Disney+ explora uma faceta do personagem desenvolvida em outras animações da saga, como Clone Wars e Rebels: o personagem sobreviveu, se tornou um estrategista e perseguiu o objetivo próprio de liderar sindicatos criminosos. Tudo isso poderia ser gratuito, apenas uma história de vilão se tornando anti-herói.

Mas o que é visto nos oito primeiros episódios da nova animação é um personagem complexo, com um motivo muito claro para suas ações, e que escapa do “preto e branco” da maioria dos personagens de franquias fantásticas. Maul não é anti-herói, então o espectador pode deixar longe esta preocupação. A história é envolvente e se dedica a amarrar o momento “profissional” e emocional do personagem após os eventos de outras produções.

Por outro lado, o que esperar de Wagner Moura? O baiano tem o molho e o Maul: como intérprete de Brander Lawson, o capitão da polícia encarregado de capturar o vilão, ele se posiciona como a normalidade no caos. Com uma subtrama bastante terrena, Lawson traz diversos pontos de identificação marcados pela forte voz e interpretação de Wagner. E dá gosto ouvir o ator esbravejando nos últimos episódios com um resquício de sotaque brasileiro em meio ao “Básico", como é chamado o inglês na galáxia de Star Wars.

Os Jedi ainda estão presentes nas figuras do Mestre Daki e sua padawan Devon, que levanta o interesse de Maul para cooptá-la como aprendiz do lado sombrio. A série encontra um bom equilíbrio entre as histórias de Lawson e a ascensão de Maul, mas ainda falta o caldo – que, possivelmente, virá nos dois episódios finais, a serem exibidos no dia 4 de maio, Dia Mundial de Star Wars. É esperada uma aceleração nessa história, o que pode tornar o encerramento da primeira temporada um pouco corrido. Apenas assistindo para ser dito.

Por fim, vale apontar que o co-presidente da Lucasfilm, Dave Filoni, antigo showrunner das animações, solicitou ao produtor Brad Rau que o design de produção de Maul fosse além do que foi feito antes na saga. Conseguiram: a estética aquarelada de algumas paisagens e o tracejado quadrinhesco com respingadas de tinta que agora sutilmente compõem a produção (e as lâminas dos sabres de luz) trouxeram um charme que distinguem esta primeira temporada de animações recentes, como o sétimo ano de The Clone Wars ou as temporadas de The Bad Batch.

Com uma segunda temporada já confirmada, os primeiros oito episódios mostram que Maul: Lorde das Sombras se arrisca em um caminho promissor para este novo momento de Star Wars. Resta torcer para que o restante da franquia acompanhe a jornada.

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