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Sindicato de atores de Hollywood fala das negociações com produtores

Screen Actors Guild solta primeiro relatório com suas reivindicações - e fecha acordos

Atualizada em 20.06.2017, ÀS 08H11

O Screen Actors Guild (SAG), sindicato de atores de Hollywood, divulgou seu primeiro relatório das negociações com os estúdios, que começaram na semana passada. Segundo o relatório, o sindicato informa que uma de suas prioridades é beneficiar o ator com rendimentos medianos, que nos últimos anos tem recebido menos pelo mesmo trabalho e que está muito longe da imagem de vida-boa que o público tem dos atores.

Este grupo de profissionais recebe cerca de 50 mil dólares ao ano e tem visto seus ganhos baixarem, segundo o sindicato, devido à inflação e também como conseqüência da diminuição da quantidade de reprises. O contrato de trabalho entre os atores e os estúdios prevê o pagamento de valores "residuais" referentes às reprises e vendas de DVDs, e esta é uma fonte de renda importante para muitos atores. Em um e-mail enviado aos seus associados, o SAG informou que os residuais caíram 7% entre 2003 e 2007.

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Para solucionar esta situação, o sindicato incluiu entre suas reivindicações o estabelecimento de valores mínimos para os intérpretes de papéis principais e coadjuvantes, bem como compensação pelos comerciais integrados aos roteiros. Em seu relatório, o SAG comenta que a maioria das propostas de trabalho hoje em dia não são negociadas, mas feitas no estilo "aceitar ou largar". Quanto aos produtos introduzidos nos filmes e programas de TV - o chamado product placement, como os carros ou os relógios de James Bond - o SAG aponta que todos são parte do roteiro, assim, o ator envolvido na cena atua num comercial e deve ser pago por este trabalho específico.

As negociações entre os atores e os estúdios, representados pela Alliance of Motion Picture and Television Producers (AMPTP), devem continuar até sábado. Enquanto um novo contrato não é assinado, o SAG fechou acordos em separado que garantem a continuidade do trabalho em 95 filmes indepentes mesmo que seja deflagrada uma nova greve em Hollywood. A informação dos acordos foi dada à Associated Press sob condição de anonimidade do informante. O acordo permite que empresas pequenas continuem funcionando, mas exige que o filme não seja financiado ou distribuído por nenhum estúdio filiado à AMPTP.

Um dos favorecidos pelo acordo é Bob Yari, produtor de Crash - No Limite, que solicitou garantia de continuidade para dois filmes, Killing Pablo, uma produção de 40 milhões de dólares sobre Pablo Escobar, estrelada por Javier Bardem e Christian Bale, e Governess, uma comédia romântica com Jennifer Lopez. O acordo garante que as empresas mantenham os atores trabalhando durante uma greve desde que apliquem de forma retroativa os termos do acordo que for assinado com os estúdios.

Outra favorecida pelo acordo em separado é a Roaring Leo Productions, que poderá continuar com as filmagens de Shifting the Canvas, sobre um grupo de artistas vivendo no Brooklyn após os ataques de 11 de setembro. O produtor do filme, Robert Zimmer Jr., comentou que seria um desastre ter de interromper as filmagens em caso de uma greve.

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