Série de TV infantil pega censura 18 anos na Finlândia por discordar de classificação
Autoridades finlandesas cobram 2 euros por minuto para classificar a faixa etária correta
Em um efeito colateral do sistema local de classificação de filmes, o DVD da série Os Pioneiros recebeu o selo de proibido para menores de 18 anos na Finlândia.
A série, que estreou nos Estados Unidos em 1972 e foi exibida até 1983, era baseada nos livros de Laura Ingalls Wilder. Little House on the Prairie, nome original da série, foi exibida no Brasil pela Record e contava as aventuras de uma família que se muda para a pequena Walnut Grove por volta de 1800, e que enfrenta as dificuldades com união e amor. O elenco era encabeçado por Melissa Sue Anderson, no papel de Laura, e Michael Landon (Bonanza) como o chefe da família, Charles Ingalls, além de algumas crianças que continuariam atuando como adultas, como Shannen Doherty (Barrados no Baile) e Patrick Laborteaux (JAG).
A série é popular na Finlândia e continua sendo exibida na TV estatal YLE nas manhãs de domingo. As autoridades finlandesas, no entanto, cobram 2 euros por minuto para classificar a faixa etária correta dos filmes, o que pode tornar a classificação correta de uma série algo um tanto caro. Para economizar, a Universal Pictures decidiu não submeter a série à inspeção. Segundo as regras locais, todos os programas não inspecionados recebem o selo "proibido para menores de 18 anos". Segundo o diretor do Escritório de Classificação de Filmes da Finlândia, Matti Paloheimo, os filmes sem classificação também não podem ser exibidos publicamente para crianças.
Nos Estados Unidos a classificação também é assunto. Em uma análise da questão da indecência pela primeira vez em 30 anos, a Suprema Corte deixou claro o desejo de impedir o uso de palavrões nas transmissões de rádio e TV durante o dia e início da noite.
Defendendo a política da Federal Communication Commission de impor multas pelo uso de termos considerados indecentes, o juiz Gregory G. Garre classificou o horário como uma "zona de segurança" para as famílias com crianças, particularmente na era da Internet e TV por assinatura. Segundo as regras, uma emissora pode ser multada em mais de 325 mil dólares por apenas um palavrão. O assunto chegou à Suprema Corte como uma batalha entre a Fox e a FCC, mas envolve vários casos de transmissões ao vivo que foram objeto de multa, entre eles o Grammy, onde Bono e Cher usaram palavrões para agradecer a premiação.
O argumento das emissoras de que as pessoas estão acostumadas a ouvir palavrões não foi bem recebido. Antonin Scalia, um dos debatedores, disse entender que palavrões sejam ditos em jogos de futebol, mas, não podem ser aceitos como normais nas conversas diárias e que seu uso por celebridades afeta as crianças de forma mais eficiente. O representante da Fox, Carter G. Phillips, argumentou que a Corte deve pensar bem antes de apoiar a FCC e considerar que a legislação está sendo feita sobre o conteúdo do discurso.
Nos Estados Unidos as TVs abertas obedecem à regulamentação por serem concessões públicas, enquanto as TVs por assinatura contam com maior liberdade de programação quanto ao vocabulário e conteúdo.
Excluir comentário
Confirmar a exclusão do comentário?
Comentários (0)
Os comentários são moderados e caso viole nossos Termos e Condições de uso, o comentário será excluído. A persistência na violação acarretará em um banimento da sua conta.
Faça login no Omelete e participe dos comentários