Romário desabafa e lamenta momento da Seleção: "Jogadores não dão a alma"

Créditos da imagem: Max/Divulgação

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Romário desabafa e lamenta momento da Seleção: "Jogadores não dão a alma"

Ex-atleta é protagonista de série documental da Max

Omelete
3 min de leitura
22.06.2024, às 06H00.

Romário de Souza Faria é um dos nomes mais importantes da história da Seleção Brasileira de futebol. Principal responsável pelo tetracampeonato na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, o Baixinho tornou-se referência para jovens fãs do esporte em todo o mundo e sua importância histórica é retratada em Romário, O Cara, série documental disponível na Max.

Um dos principais temas explorados na atração é justamente a relação entre o jogador e a Seleção tupiniquim. Craque absoluto entre os anos 1980 e 1990, Romário era a cara do time que vestia chamada "Amarelinha" e tinha o seu nome gritado aos quatro ventos por quase toda a população do Brasil. O sucesso na Copa 94 resgatou prestígio da equipe com o povo e fez do atleta um verdadeiro "rei" para grande parte dos fãs.

Em entrevista ao Omelete para falar do sucesso da série documental, Romário abriu o jogo sobre o atual momento da Seleção. O ex-atleta, que agora é Senador da República pelo estado do Rio de Janeiro, lamentou a perda do prestígio da equipe e dissecou os motivos que afastaram o "povão" de uma de suas maiores paixões.

"A Seleção Brasileira só vai recuperar o prestígio quando vencer uma Copa do Mundo de novo", disparou o político. "Na próxima Copa nós vamos ver uma movimentação normal no Brasil com relação ao evento, mas bem diferente daquelas que nós vivemos no passado, principalmente em 94. O brasileiro está muito desesperançoso com a Seleção."

Na visão do Baixinho, os tempos em que jogadores do Brasil eram considerados heróis nacionais não voltam mais. Não apenas pelas mudanças que o mundo e o próprio esporte passaram desde o pentacampeonato, em 2002, mas também pelo perfil dos atletas que hoje vestem a Amarelinha.

"O futebol hoje é jogado bem diferente. Os jogadores não dão mais a alma, não têm mais aquela [vontade]. Claro que todos querem ganhar a Copa do Mundo, só que hoje os interesses de ganhá-la são bem diferentes do que nós víamos anos atrás. Então, o torcedor chegou à conclusão de que não dá mais. Ele pensa: "Não vou deixar de trabalhar, brigar, me aborrecer, para os caras [jogadores] que estão lá não darem a vida como outros davam. Para mim, é mais ou menos por aí."

Bruno Maia, diretor e roteirista de Romário, o Cara, corroborou com a visão do craque. Para o cineasta, não existem jogadores na Seleção atual que se expõem e demonstram ter preocupação com o momento da equipe, que em 2026 completará 24 anos sem vencer uma Copa do Mundo - o mesmo tabu que Romário e companhia derrubaram em 1994.

"Nós vamos viver a mesma situação nos Estados Unidos [uma das sedes da Copa 2026] e de novo há 24 anos sem vencer uma Copa. Ao mesmo tempo, a gente não vê o mesmo nível de preocupação dos jogadores. Ninguém parece muito preocupado. Antes você via não apenas no Romário, mas no Ricardo Rocha, no Bebeto e até no Zagallo, que teve suas brigas com o Romário, esse assunto era uma tensão de todo mundo. Hoje, você vê uma vontade, um desejo, mas essa personalidade [dos jogadores] de entender isso como um problema e se dispor a resolver, botar a cara e eventualmente de receber a pressão no caso de perder, são coisas que cativam a torcida, mas que falta. Hoje em dia é tudo muito plástico", completou.

Romário, O Cara tem seis episódios e está disponível completa no catálogo da Max.

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