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Rio2C | Às vésperas da Copa do Mundo, Netflix quer resgatar sentimento do Brasil

Séries sobre tricampeonato, Tetra e Ronaldinho Gaúcho exploram paixão nacional antes de torneio em que seleção está desacreditada

Omelete
3 min de leitura
28.05.2026, às 18H35.

Os últimos meses foram marcados por lançamentos “canarinhos” na Netflix e agora, as séries documentais Ronaldinho Gaúcho e Tetra: Acreditar de Novo ganham uma nova companheira, Brasil 70: A Saga do Tri, minissérie que ficcionaliza em cinco episódios os percalços e conquistas da seleção comandada por Pelé em 1970.

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O assunto foi pauta do painel “Esportes na Netflix: Como Criar Histórias Memoráveis a Partir de Paixões Nacionais”, no Rio2C, com a participação dos diretores da série, Pedro e Paulo Morelli, além de Luis Ara, diretor de Ronaldinho Gaúcho e Tetra - Acreditar de Novo, e as diretoras da Netflix, Elisa Chalfon e Haná Vaisman.

A paixão do brasileiro por futebol ganhou espaço no streaming às vésperas de uma Copa do Mundo que, tal qual as de 1970 e 1994, a seleção brasileira também chega desacreditada. Ambas as produções, do Tri e do Tetracampeonato, exploram esse lado humano dos times que representam o esporte símbolo do país, na maior competição da modalidade e que precisam se provar capazes em meio a essa turbulência.

Rio2C
Alexandre Almeida / Omelete

O diretor de Brasil 70, Paulo Morelli falou sobre a tentativa de resgatar esse sentimento do público com a série. “No campo dramático, tem um ponto estrutural que a gente desenvolveu, que é como a gente resgata o Brasil? E isso é uma âncora que vai do primeiro ao último episódio”, afirmou. “As jogadas de 70 são muito famosas e maravilhosas. O nosso objetivo era colocar o espectador dentro do campo. Trazer uma câmera cinematográfica, uma coisa que até então não tinha registro”, completou Pedro Morelli

A diretora de Séries, da Netflix Brasil, Haná Vaisman, comentou sobre a importância de achar a história certa para contar em meio um fato que a grande maioria já conhece. “Não basta você pegar um personagem ou um evento esportivo, você tem que entender qual é a mensagem emocional que aquela situação traz”, afirmou. “Tinha a situação que o Brasil estava vivendo naquele momento, em plena ditadura. A gente queria dar uma mensagem de ‘espera aí, a gente é o país do futebol’. Então o tempo todo a gente tinha que estar interpretando essa emoção, essa alegria. Eles trouxeram uma história já com vários elementos que deixaram a gente muito seduzido”.

Em 2025, a Netflix também lançou Senna, sucesso que recontava a vida de um dos maiores ídolos do esporte nacional, e com as novas produções, espera transcender a barreira que muitas vezes separa Copa do Mundo, futebol e entretenimento. “A gente sempre fala: qual é a narrativa? Qual o ponto de vista? Qual o ângulo que a gente vai contar? Quando a gente pensa no Ronaldinho, a gente encontrou uma sensibilidade, uma relação de confiança com o atleta, e eles conseguiram realmente construir uma forma muito íntima de trazer um lado humano”, contou Elisa Chalfon, diretora de Não Ficção da Netflix Brasil. 

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Divulgação/Netflix

“É aí onde a gente se conecta através de alguns sentimentos. Ao mesmo tempo, a gente vê como a gente consegue transcender essa experiência do audiovisual para o entretenimento. É uma delícia quando a gente vê agora na véspera da Copa todo mundo animado com documentários. A gente entende que as pessoas se conectaram com aquela história e começam a criar suas próprias narrativas”.

O Rio2C acontece na Cidade das Artes, no Rio, até o dia 31 de maio.

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