Rancho Dutton é a sequência espiritual de Yellowstone em todos os aspectos
Spin-off marca o retorno de Beth e Kip em uma nova história
Yellowstone sempre encantou os fãs com o simples. Era fascinante acompanhar o dia a dia dos caubóis do rancho da família Dutton, fazendo tarefas do cotidiano de quem dedica a vida para cuidar de cavalos, gados e tudo o que essa realidade tem direito. Tomar uma cerveja no bar da cidade local, cantar músicas country e fazer tudo isso de novo no dia seguinte. Em meio a isso, trocar tiros com famílias rivais, lidar com o assédio de grandes empresários de olho em suas terras e manter o poder do legado centenário de uma família apimentava a narrativa idealizada por Taylor Sherdian. Para quem gostava - e sente falta - de tudo isso, Rancho Dutton chega para suprir esse vazio.
Pode parecer óbvio dizer que Rancho Dutton é uma sequência espiritual de Yellowstone porque, de fato, é. Mas se faz necessário enfatizar isso porque, de todas as séries que habitam o Yellowstoneverso que estrearam antes dela (Marshals e The Madison), é justamente o spin-off centrado em Beth (Kelly Reilly) e Rip (Cole Hauser) que mais se parece com a atração original.
Para dar início a esta nova história, Rancho Dutton usa seus minutos iniciais para desfazer o final feliz que Beth e Rip tiveram no último episódio de Yellowstone. Uma tragédia atinge o casal e seu filho adotivo Carter (Finn Little), e o trio se vê obrigado a se mudar para o sul do Texas para recomeçar. Seis meses depois, enquanto eles ainda lutam para se adaptar à nova realidade, problemas e rivalidades com os habitantes locais começam a surgir.
Os primeiros episódios do spin-off lembram muito o início da jornada da série mãe, quando John Dutton (Kevin Costner) era um dos mais respeitados donos de rancho da região e protetor de um legado familiar que começou ainda no século 19. No caso da nova série, no entanto, a situação se inverte: Beth e Rip são os recém-chegados em uma cidade cujas regras já estão estabelecidades há décadas. E isso os faz bater de frente com a manda-chuva local, Beulah Jackson, interpretada com maestria por Annette Bening.
Com o núcleo Dutton reduzido após o clã se desmanchar no final de Yellowstone, as intrigas familiares ficam para os Jackson. Beulah se esforça para que o poder não desmorone com as atitudes do problemático Rob-Will (Jai Courtney), seu filho caçula, enquanto o primogênito Joaquin (Juan Pablo Raba) tenta mostrar serviço e aumentar a sua parcela de poder ao mesmo tempo. Não demora para que Beulah e Beth soltem farpas uma contra a outra, e uma descoberta feita por Rip em seu terreno trata de aflorar ainda mais a rivalidade entre as famílias.
Como um bom novelão rural, Rancho Dutton ainda tem espaço para conflitos mais tradicionais, como a do amor proibido entre jovens de famílias rivais e a dor de uma paixão antiga nunca correspondida. O bondoso e misterioso Everett McKinney (Ed Harris) se destaca no meio disso, e sua aproximação com Beth coloca ainda mais lenha na fogueira em sua relação tempestuosa com Beulah.
Ainda é cedo para dizer que Rancho Dutton repetirá o mesmo caminho de sucesso que Yellowstone, mas o criador Chad Feehan (com a benção do produtor executivo Taylor Sheridan) misturou os elementos necessários para que isso aconteça. E se Marshals, que abraçou uma narrativa mais voltada para o formato procedural e se distanciou da série original, tornou-se uma das séries mais assistidas dos Estados Unidos em 2026, parece questão de tempo para que Rancho Dutton se coloque como o principal spin-off a manter o legado dos Dutton vivo.
Rancho Dutton está disponível no catálogo do Paramount+, assim como as outras séries do universo de Yellowstone.
Excluir comentário
Confirmar a exclusão do comentário?
Comentários (0)
Os comentários são moderados e caso viole nossos Termos e Condições de uso, o comentário será excluído. A persistência na violação acarretará em um banimento da sua conta.
Faça login no Omelete e participe dos comentários