Os piores animes e mangás de 2019

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Os piores animes e mangás de 2019

Segunda temporada de One Punch-Man, novo mangá do criador de Naruto e mais

Fábio Garcia
28.12.2019
13h00
Atualizada em
28.12.2019
14h01
Atualizada em 28.12.2019 às 14h01

Embora o Japão seja conhecido por fazer maravilhosas animações e histórias em quadrinhos, às vezes as coisas não dão tão certo e ficamos frente a frente com umas obras de gosto bem duvidoso. O ano de 2019 conseguiu oferecer algumas tranqueiras e selecionamos sete delas entre animes e mangás.

Blade of the Immortal (anime)

O mangá original de Blade: A Lâmina do Imortal faz um sucesso razoável no mundo todo e já foi publicado no Brasil em duas ocasiões diferentes, e isso era para gerar a expectativa por um bom anime, mas não foi o que aconteceu. A série adotou uma direção muito mais séria do que deveria, tirando um pouco do estilão mais absurdo do mangá original. Prefira a versão imprensa e fuja do anime.

Fire Force (anime)

Após a conclusão de Soul Eater, o autor Atsushi Okubo iniciou Fire Force, uma novo mangá sobre bombeiros, que ganhou um anime em 2019. Embora tenha maneirado na sexualização desnecessária, a animação ainda traz muitas cenas de assédio sexual que só servem para deixar o espectador muito desconfortável. Aparentemente o anime não conquistou nem a galera que curte esse tipo de produção apelativa, porque o Blu-Ray de Fire Force tem tido vendas pífias no Japão.

If it's for my daughter, I'd even defeat a Demon Lord (anime)

Ambientado num mundo medieval, If it's for my daughter, I'd even defeat a Demon Lord mostra um rapaz que salva uma criancinha e passa a criá-la como uma filha. Olhando assim até parece uma história bonita de pai e filha, o problema é que não é nada disso: mais pra frente na história eles se apaixonam e se casam!

One-Punch Man - 2ª temporada (anime)

É até meio surpreendente ver uma série boa como One-Punch Man aparecer numa lista de decepções, mas sua segunda temporada foi difícil de acompanhar. Por motivos que ninguém entende, a Madhouse, estúdio responsável pela primeira temporada, não esteve envolvido na produção da segunda leva de episódios e o que vimos foi uma animação que deixou muito a desejar. Nem a história criada pelo mangaká One conseguiu salvar uma produção tão capenguinha.

Ultramarine Magmell (anime)

O mangá original já não é das melhores coisas já lançadas, mas o anime de Ultramarine Magmell consegue ser ainda mais irregular. A história da descoberta e exploração de um novo continente reúne um monte de boas ideias que não consegue executar de forma decente, sem contar a sexualização desnecessária das mulheres na história. Se gosta do tema de exploração de áreas desconhecidas pelo homem, prefira o arco atual de Hunter x Hunter.

Samurai 8 (mangá)

Após anos de sucesso com Naruto, o autor Masashi Kishimoto se aventurou em um novo mangá na Shonen Jump. Deixando ninjas de lado, o autor arriscou uma história com robôs, samurais e alguns personagens animais em um mundo meio vazio, mas o público não se empolgou muito. A editora Shueisha até tenta emplacar com propaganda, afinal é o autor de Naruto, mas as pessoas não andam muito interessadas na história do rapaz Hachimaru.

Tokyo Shinobi Squad (mangá)

Todo ano a Shonen Jump estreia alguma série nova para substituir alguma que não teve muita repercussão, e um dos mangás lançados nessa vertente em 2019 é Tokyo Shinobi Squad. A premissa já começa equivocada, pois acompanha um Japão distópico que foi levado à ruína graças à globalização e os estrangeiros. Em uma época na qual a questão dos imigrantes é muito discutida, ter um mangá com mensagem quase xenofóbica é algo desnecessário, né? Tanto que o mangá não foi pra frente e já foi cancelado pela Jump.