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Paradise perde força sem mistério e com chuva de conveniências em 2ª temporada

Novo ano estreou no Disney+ com três episódios disponíveis

Omelete
3 min de leitura
23.02.2026, às 13H16.
Paradise perde força sem mistério e com chuva de conveniências em 2ª temporada

A espera acabou para os fãs de Paradise. A segunda temporada da série estreou nesta segunda-feira (23) Disney+ com três episódios disponíveis e retomando a história de Xavier Collins (Sterling K. Brown) de onde parou.

Se no primeiro ano o criador e showrunner Dan Fogelman nos introduziu ao mundo de Paradise intercalando entre passado e presente para explicar como foi criado o bunker do Colorado para salvar parte da população dos Estados Unidos do apocalipse global, na segunda temporada não seria diferente. E isso é essencial para introduzir Annie (Shailene Woodley), personagem central da série nos novos episódios.

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Guia da Graceland, antiga residência de Elvis Presley em Memphis, nos EUA, que se tornou parque temático para receber visitantes, Annie era jovem com passado traumático que se viu obrigada a passar os três anos do apocalipse em lockdown no local para sobreviver. Acompanhamos sua história e suas dificuldades para se manter viva até que um grupo de sobreviventes liderado por Link (Thomas Doherty) surge para marcar sua trajetória.

Diferente do primeiro ano, a segunda temporada carece do principal elemento que fez Paradise cair nas graças do público logo de cara: um grande mistério. Ainda que muitas das decisões e planos de Sinatra (Julianne Nicholson) sejam obscuras, nós já sabemos quem matou o presidente e o que causou o apocalipse, então Fogelman precisa recorrer a outros artifícios para deixar a trama da série movimentada.

O principal problema é um dos artifícios escolhidos pelo showrunner é a conveniência do "acaso". Da origem de Link à razão do encontro entre Xavier e Annie, tudo parece fabricado para favorecer a trama sem que sejam necessárias grandes amarras. Por mais que reviravoltas como essas aproximem mais Paradise a outras séries de ficção como Lost, essas ações ainda se destacam como uma queda em comparação ao primeiro ano por exigir mais da boa vontade do espectador.

Ao chegarmos na metade do caminho - o Omelete recebeu quatro dos oito episódios da segunda temporada, há uma grande sensação de que Fogelman usou essa primeira parte do segundo ano de Paradise para promover um grande "vem aí". Não há grandes riscos ou reviravoltas marcantes, mas sim uma promoção de eventos feitos para "chocar", mas que não têm efeito tão esperado - e isso vale até para trama envolvento a agente Robinson (Krys Marshall), que retorna sem muita ação no novo ano. O mesmo vale para Sinatra, que apesar de desmascarada na primeira temporada, ainda resguarda um poder um tanto injustificável nessa segunda.

Em This Is Us, Fogelman já mostrou ter talento para superar eventuais revezes narrativos para retornar com qualidade em grande estilo. Fica a torcida para que a segunda metade do novo ano de Paradise seja capaz disso para que a terceira e provável última temporada da série finalize a história como a apoteose que merece ser.

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