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O Mundo Sombrio de Sabrina | 5 coisas para saber antes da estreia

Salem mudo, humor negro, referências de terror e mais!

Arthur Eloi
19.10.2018
20h24
Atualizada em
20.10.2018
19h33
Atualizada em 20.10.2018 às 19h33

Ainda que seja uma personagem das HQs da Archie Comics, muito do sucesso internacional da bruxa Sabrina vêm de uma série de TV dos anos 90. O Mundo Sombrio de Sabrina, que chega à Netflix em 26 de outubro, é muito diferente. Pensando nisso, assistimos aos primeiros episódios e listamos tudo que você precisa saber sobre o seriado inédito!

Salem mudo

O Mundo Sombrio de Sabrina/Netflix/Youtube/Reprodução

Bom, é melhor tirar isso logo de cara: Salem, o icônico companheiro-gato da bruxa, não fala na nova versão. Sua comunicação com a protagonista se dá por barulhos típicos de felinos, como ronronadas, miados e grunhidos. É fofo, mas definitivamente diferente do boneco animatrônico irônico que amamos.

Salem também não tem lá muito tempo de tela, ainda que seja muito importante em boa parte das situações. Muito disso se dá por conta de Kiernan Shipka, que interpreta Sabrina, ser alérgica a gatos - o que dificulta a quantidade de cenas que os dois podem ficar juntos.

Mudanças da HQ

O Mundo Sombrio de Sabrina/Netflix/Divulgação

Como já falamos aqui, O Mundo Sombrio de Sabrina é baseado em uma HQ que reinventou a personagem. Os quadrinhos fazem jus ao título de "sombrio", abusando da simbologia mística e combinando-a com as filosofias e ideologias do satanismo, com bastante violência e profanidade.

A série de TV alivia um pouco isso. Os temas profanos ainda estão lá e têm relevância, mas a trama agora ressalta o lado adolescente da história.

Excentricidade

O Mundo Sombrio de Sabrina/Netflix/Divulgação

… mas como se alivia o tom de um conto sobre bruxas servas do demônio? Pegando vários clichês de romances infanto-juvenis e os interpretando através da bruxaria: por exemplo, Sabrina precisando se adaptar à universidade - que, no caso, é uma escola de Artes Sombrias.

Zelda (Miranda Otto) e Hilda (Lucy Davis), as tias da protagonista, são um destaque por conta disso. Responsáveis por Sabrina, elas tentam ao máximo proteger a garota e levá-la para o 'bom caminho' da religião - a Igreja da Noite, como é chamada a Igreja Satânica no seriado. Esse contraste entre ação e temática cria um humor negro único, que soa como uma versão levemente mais perversa do tom característico do diretor Tim Burton.

Diferente, mas semelhante

O Mundo Sombrio de Sabrina/Netflix/Divulgação

A maior semelhança da nova série com Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira é a humanidade no centro da trama. Assim como o programa dos anos 90, o que move a personagem é o seu desejo de ser uma garota normal sem perder sua individualidade.

Na versão da Netflix, isso significa correr o risco de ser mal vista por sua família e pela Igreja da Noite para poder manter suas amizades e também seu romance com Harvey Kinkle (Ross Lynch). Assim como o que dá o humor ao seriado, são essas temas fáceis de empatizar que tornam a história sempre relevante e divertida.

Para os fãs de terror

Suspiria/Reprodução

Ainda que O Mundo Sombrio de Sabrina não seja (frequentemente) aterrorizante como filmes de terror, a série faz muitas referências ao gênero. Isso significa mostrar o grupo de protagonistas discutindo clássicos de zumbis, tentando encontrar as metáforas de A Mosca (1986), de David Cronenberg, ou se reunir para uma sessão de O Parque Macabro (1962).

Existem momentos em que a série vai além e pega grandes obras como influência: um dos episódios, por exemplo, é ambientado dentro de pesadelos comandados por uma bruxa. O visual então passa a usar e abusar de cenários iluminados por neon vermelho, roxo e verde, exatamente como no clássico giallo Suspiria (1977), de Dario Argento. Essa e muitas outras referências tornam Sabrina especialmente divertida para fãs de horror que se dedicarem a encontrá-las.