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O aprendiz: pelo amor ao dinheiro

O aprendiz: pelo amor ao dinheiro

Bruno Carvalho
27.07.2005
00h00
Atualizada em
09.11.2016
17h03
Atualizada em 09.11.2016 às 17h03



O bilionário Donald Trump



A magnânima Trump Tower,
onde é gravado O Aprendiz



Trump e seus assessores:
Carol e George

Com três edições finalizadas nos EUA, O aprendiz (The apprentice), com Donald Trump, já é um dos programas de maior sucesso da TV mundial. E a fórmula criada por Mark Burnett (Survivor, The Contender) ganhará um derivado bastante inusitado: O aprendiz com Martha Stewart, que atualmente está em produção.

No programa, os participantes não lutam por um prêmio em dinheiro, mas sim por um emprego de, no mínimo, um ano como diretor de uma das empresas da Trump Organization recebendo uma generosa remuneração. O bilionário Sr. Trump seleciona dezoito candidatos, divididos em duas equipes para uma entrevista de emprego de 15 semanas. Ao final de cada uma delas, alguém é despedido.

Os grupos são submetidos a provas que variam de vender sorvete na rua até organizar um evento beneficente para mais de 500 pessoas. O gerente de projeto, que pode ser escolhido arbitrariamente por cada equipe, fica responsável por dirigir a tarefa e pode ganhar imunidade caso vença. Os vencedores também recebem uma boa recompensa, como jantares e passeios de helicóptero e jatinho. "Um gostinho do que é o estilo de vida Trump". A equipe que perder é mandada para a Sala da Diretoria para se confrontar com Donald Trump e seus assessores.

Rude, mal-humorado, autoritário, o Sr. Trump é implacável com a equipe perdedora. Interroga, critica duramente e às vezes até xinga. Ele reúne vários motivos para que todos o detestem. Mas ele é justo e raramente está errado. E é aí que o programa fica ainda mais interessante. A edição é ágil e completa. Além das provas, acompanhamos o dia a dia dos candidatos na suíte presidencial da Trump Tower, onde acontecem complôs, brigas e discussões acaloradas. Afinal, negócios são negócios.

Além disso, Donald Trump também é imprevisível. Quando ele quer manda duas pessoas embora de uma vez, passa por cima das regras e despede a pessoa antes mesmo dela se defender. Já até mandou um candidato embora apenas porque ele abriu mão de sua imunidade. "Ele foi burro! Fez um excelente trabalho, e estava imune. Não posso deixar uma pessoa assim no comando de uma das minhas empresas", justifica o chefe.

Aqui no Brasil, a segunda edição do Aprendiz com Donald Trump é exibida pelo canal People and Arts toda quarta às 20h, com reprises aos domingos às 21h (mas o canal insiste em exibir o programa dublado). A versão chegou ao final na quarta 29/06 e mais um aprendiz foi escolhido. Mas os fãs não têm com que se preocupar. Logo em seguida, o canal já começou a reprisá-lo para aqueles que perderam. E mais. Na Rede Record, a versão brasileira, liderada por Roberto Justus (que não consegue deixar de ser simpático), vai ao ar toda terça e quinta às 23h15 apresentando o mesmo formato do americano. Se você não conseguir se divertir vendo os outros se matando por um emprego, só tenho uma coisa a lhe dizer: Você está despedido!