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Vale a pena ver a 2ª temporada de Mindhunter?

Falamos sobre o segundo ano da série produzida por David Fincher, que mostra serial killers como Charles Manson e Wayne Williams

A cozinha
22.08.2019
12h16
Atualizada em
22.08.2019
16h01
Atualizada em 22.08.2019 às 16h01

Mindhunter, série da Netflix baseada no livro de John E. Douglas e Mark Olshaker sobre o departamento de Ciência Comportamental do FBI, chegou a sua segunda temporada. No novo ano da série produzida por David Fincher (que também comanda alguns episódios), continuamos a acompanhar os agentes Holden Ford (Jonathan Groff) e Bill Tench (Holt McCallany). Se o primeiro ano mostrou a construção desse processo de investigação psicológico dos criminosos, essa nova temporada aplica a técnica na busca pelas crianças negras desaparecidas de Atlanta. 

O roteiro segue uma linha narrativa muito mais objetiva nos novos episódios, dividindo bem o entre a investigação central e as histórias paralelas, como a que coloca a família do agente Tench no centro por conta do comportamento do seu filho. Se na primeira temporada ele parecia apresentar traços de autismo, porque não olhava diretamente pra ninguém e não gostava de ser tocado, no segundo ano ele passa a demonstrar alguns traços de psicopatia, o que deixa a história não só mais interessante, mas também aterrorizante.

Dentro dessa trama, o grande destaque são as atuações. Jonathan Groff e Holt McCallany estão impecáveis nos seus personagens, assim como Anna Torv, que sabe muito bem como explorar as nuances da Dra. Wendy Carr - ainda que a personagem tenha ficado deslocada na narrativa geral e a sua história paralela tenha empacado seu desenvolvimento. 

Do lado dos serial killers, a série mantém a sua fidelidade na escalação dos atores. Se no primeiro ano o grande destaque era Cameron Britton como Edmund Kemper, a cena de Damon Herriman como Charles Manson é uma das mais poderosas de toda série. 

Mindhunter não é uma série fácil. Apoiada no lado psicológicos dos serial killers e no impacto dos crimes para as vítimas e para a sociedade, essa é uma narrativa focada na reação, não na ação. Porém, a construção equilibrada do roteiro e a clareza na distribuição de informações, por mais denso que seja o assunto, garante que os episódios mantenham a atenção do espectador, mesmo sem depender de ganchos ou reviravoltas. 

No vídeo acima, falamos mais sobre essa segunda temporada de Mindhunter para responder: vale a pena ver o novo ano da série da Netflix?