Icone Fechar
Séries e TV
Entrevista

Meu Idol é Meu Chefe | Elenco avalia final do k-drama e cenário audiovisual sul-coreano em entrevista

O k-drama protagonizado por Kang Hoon, Kim Hye-jun e Cha Woo-min está disponível no Viki

Omelete
6 min de leitura
12.09.2026, às 10H42.
Meu Idol é Meu Chefe | Elenco avalia final do k-drama e cenário audiovisual sul-coreano em entrevista

Créditos da imagem: Meu Idol é Meu Chefe (Divulgação)

A comédia romântica é um gênero amplamento abordado nos k-dramas, e com Meu Idol é Meu Chefe não foi diferente. A produção, disponível na plataforma Viki, foi ao ar até a última terça-feira (8) e é baseada em um webtoon homônimo de autoria de Seong Eun.

Omelete Recomenda

O trio de protagonistas Kim Hye-jun, Cha Woo-min e Kang Hoon compartilharam detalhes sobre a trama e sobre os caminhos do cenário audiovisual da Coreia do Sul em uma nova entrevista ao Omelete, além de refletirem sobre o que torna Meu Idol é Meu Chefe uma história especial para eles. Confira abaixo a conversa:

OMELETE: Quero perguntar para Kim Hye-jun e Cha Woo-min; My Bias, My Boss aborda a relação entre fã e idol com uma pegada meio cômica. Como vocês descreveriam a dinâmica entre Nam Da-reum e Lee Chan? E o que mais chamou a atenção de vocês no roteiro?

WOO-MIN: Tentei passar essa ideia de evolução, de uma relação entre fã e idol para algo onde eles pudessem se apoiar e ser verdadeiros um com o outro. Como foi minha primeira experiência com comédia romântica, o que mais me conquistou foi perceber que eu dava risada sozinho só de ler o roteiro.

HYE-JUN: Eu queria mostrar essa trajetória da Da-reum, que ficava confusa entre ver ele como um idol ou como um interesse amoroso, descobrindo quem ela é e vendo a relação deles se alinhar à medida que entende que ele é um idol. Queria passar que o carinho dela não era só pela carreira ou pela aparência física do Lee Chan, mas sim pelos valores dele e por todo o tempo em que ela esteve ali, gostando dele. Quando li o roteiro pela primeira vez, a ideia de entrar para a empresa do seu idol favorito me chamou muito a atenção. É aquele tipo de história que qualquer pessoa que já foi fã de verdade já imaginou pelo menos uma vez.

OMELETE: Kim Hye-jun; My Bias, My Boss está indo ao ar ao mesmo tempo que A Shop For Killers 2 — e, nesses trabalhos, você interpreta personagens que são praticamente o oposto uma da outra. Você está sempre em busca de gêneros diferentes e desafios desse tipo?

HYE-JUN: Acho que, como sou meio passiva e me falta um pouco de coragem na vida real, acabo tendo essa vontade enorme de testar coisas bem diferentes no meu trabalho. Para ser sincera, mesmo dentro de gêneros parecidos, as personagens e as mensagens que elas passam são totalmente distintas, então todo projeto acaba sendo um desafio para mim. Às vezes sinto uma certa pressão porque quero me dar bem nesses desafios, mas o processo em si é incrivelmente divertido para mim.

OMELETE: Para Woo-min, este é o seu primeiro grande papel principal em uma comédia romântica. Que tipo de desafio isso trouxe para você como ator? Você tentou passar um charme específico ao interpretar o Lee Chan?

WOO-MIN: Eu me concentrei bastante na harmonia e na química com os outros atores, e fiz um esforço da minha parte para ser o primeiro a me aproximar deles. Eu queria mostrar que, antes de ser um astro, o Lee Chan é uma pessoa de verdade.

OMELETE: Kang Hoon, Como Kang Ha-gi, você entra na história como um obstáculo entre a Nam Da-reum e o idol dela. Como você descreveria as motivações do seu personagem e a evolução da relação entre ele e a Da-reum?

KANG HOON: Para mim, os sentimentos do Ha-gi começam a partir de uma Ilusão de que a Da-reum gostava dele. Só que, independentemente dessa ilusão, teve algumas atitudes que deixaram claro que ele já estava gostando dela de verdade — tipo não conseguir simplesmente ficar olhando o Chan e a Da-reum grudados um no outro. Eu sentia que eram sentimentos pela Da-reum dos quais nem o próprio Ha-gi tinha consciência. Em vez de tentar analisar demais a cabeça dele, eu atuei pensando naquelas atitudes que saem sem a gente perceber quando gosta de alguém.

E, sobre a direção que a relação dele com a Da-reum toma: começa com essa ilusão de que ela gosta dele, passa pelo Ha-gi admitindo para si mesmo que gosta dela, e depois vai fundo no motivo de ele ter medo de amar e em como esse medo desaparece... O Ha-gi vai mudando nessa ordem e, consequentemente, a relação dele com a Da-reum também vai se transformando.

OMELETE: My Bias, My Boss segue a longa tradição de comédias românticas no ambiente de trabalho, que são marcantes nos k-dramas. Vocês têm alguma preferência no gênero que talvez tenha servido de inspiração? E por que acham que essas histórias fazem tanto sucesso?

None
Meu Idol é Meu Chefe (Divulgação)

WOO-MIN: Eu gosto de Fight for My Way, que assisti com os meus pais quando era mais novo. É um trabalho realista, mas que tem umas piadas jogadas de um jeito muito divertido e natural.

KANG HOON: Embora não se passe em um escritório, recentemente gostei muito de assistir a O Amor Pode Ser Traduzido? (Can This Love Be Translated?). Todos os personagens eram tão apaixonantes que meu coração ficava acelerado enquanto assistia, e atuei com a esperança de que os personagens do nosso projeto fossem retratados de um jeito tão adorável quanto.

Acho que o motivo de dramas de romance no trabalho serem tão amados é que muita gente trabalha em escritório e sabe como é difícil encontrar um par romântico ali. Mesmo que eu nunca tenha trabalhado em uma firma, a gente sabe que o ambiente de trabalho não é exatamente o lugar mais relaxante do mundo, né? (risos) Acho que achar a sua alma gêmea no meio de um monte de gente, enquanto você tenta dar conta de tarefas infinitas, não é nada fácil. Então, talvez as pessoas amem essas comédias românticas justamente porque elas retratam essa realidade difícil de um jeito doce e gostoso de ver.

HYE-JUN: Eu adorava assistir a produções como Ela Era Linda (She Was Pretty). Achava incrível como a comédia e o romance eram trabalhados com tanta leveza, sem contar a jornada de aprender a amar a si mesma. O trabalho faz parte da nossa rotina, então muita gente se identifica com essa realidade. Só que, ao mesmo tempo, acho que todo mundo já se pegou imaginando uma fantasia bem gostosa no meio da correria cansativa do dia a dia. Como é algo que quase todo mundo já sonhou em viver pelo menos uma vez, as pessoas se identificam e ficam curiosas.

OMELETE: Com os k-dramas fazendo cada vez mais sucesso pelo mundo, vocês sentem que isso mudou a forma como a indústria escolhe as histórias que quer contar? Que tipo de mudança vocês viram ao longo dos anos?

KANG HOON: O que eu sinto nos bastidores, é que os diretores e atores agora pensam muito no público de outros países. A gente troca muitas ideias para criar cenas que agradem a um número ainda maior de pessoas. Sei que o público já conhece bastante disso por causa das produções históricas, mas acredito que a Coreia do Sul ainda tem muito mais beleza para mostrar. Espero que a gente possa lançar cada vez mais dramas que mostrem toda essa riqueza única do nosso país — como as quatro estações bem marcadas, o Hanbok, a etiqueta tradicional e a nossa culinária.

Webstories

Comentários (0)

Os comentários são moderados e caso viole nossos Termos e Condições de uso, o comentário será excluído. A persistência na violação acarretará em um banimento da sua conta.

Escrever comentário


Ao continuar navegando, declaro que estou ciente e concordo com a nossa Política de Privacidade bem como manifesto o consentimento quanto ao fornecimento e tratamento dos dados e cookies para as finalidades ali constantes.