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Bruna Surfistinha | Nova série de TV acerta no tom, mas derrapa no timing

#mechamadeBruna realça desafios do primeiro ano de Rachel Pacheco como garota de programa em SP

Caio Soares
08.10.2016, às 10H00

Em uma das cenas mais emblemáticas do primeiro episódio de #mechamadeBruna, nova série da FOX1 sobre a garota de programa Bruna Surfistinha, a menor de idade Rachel Pacheco (Maria Bopp) se deita na cama à espera de seu primeiro cliente. Buscando encontrar um pouco de romantismo na situação, a protagonista fecha os olhos e se entrega, mas rapidamente é interrompida pela impessoalidade da transa. A cena resume o tom da série idealizada pela diretora Marcia Faria (de Oscar Freire 279 e Estação), que estreia neste sábado (8), às 22h.

Se distanciando de uma versão romantizada de Bruna Surfistinha, a série de 8 episódios retrata de forma obscura e realista os desafios do primeiro ano de trabalho de Rachel no privê de Stella (Carla Ribas), uma velha cafetina. Sua vida se transforma à medida que ela se torna Bruna e começa a se destacar entre as outras garotas da casa - Georgette (Stella Rabelo), Mônica (Luciana Paes) e Jéssica (Nash Laila) - a ganhar a preferência dos clientes, e a descobrir sua verdadeira vocação e prazer.

No entanto, se o primeiro episódio mostra que a série acertou no recorte da vida de Bruna, fica o questionamento se o timing da produção é o adequado. O Doce Veneno do Escorpião, livro de memórias de Raquel publicado pela Panda Books, saiu em 2005 e foi aos poucos ganhando espaço na mídia. A consolidação do nome de Bruna no imaginário popular nacional veio com o filme de 2011 estrelado por Deborah Secco, em um dos papéis mais marcantes da carreira da atriz.

"Como essa história já foi contada em livro, em filme, tínhamos essa preocupação em contá-la de um jeito diferente. A série é inspirada na vida da Bruna, mas tem muito mais coisa, tem umas liberalidades. Exploramos algumas histórias mais a fundo", disse o diretor de contéudo da Fox Brasil, Zico Góes, durante o evento de lançamento da série. Concebida pela TV Zero, produtora do filme de 2011, #mechamade Bruna demorou três anos para sair do papel. Agora, finalmente no ar, resta esperar para ver se a história de vida da menina de classe média que virou prostituta de luxo ainda encontra espaço e força em mais um produto derivado. 

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