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Lanternas estreia com um mistério, uma morte e um bom começo

Veja o resumo, crítica e explicado do primeiro episódio da série da DC na HBO

Omelete
5 min de leitura
16.08.2026, às 22H55.
Lanternas

Créditos da imagem: HBO

Certamente não se pode acusar Lanternas de propaganda mentirosa. A série dos Lanternas Verdes do DC Studios vem, há meses, sendo vendida como “True Detective” no universo de Superman e Batman. Ainda não sabemos se a qualidade da produção – encabeçada pelo trio Damon Lindelof (Watchmen), Chris Mundy (Ozark) e Tom King (quadrinista da DC) – estará no patamar da histórica primeira temporada da antologia de detetive, mas a história protagonizada por Matthew McConaughey e Woody Harrelson sem dúvida paira sobre essa nova produção.

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A principal semelhança, e isto não é algo que True Detective criou, é na ideia dos parceiros diferentes lidando com o mesmo caso, mas a principal influência da história dos detetives aqui parece ser a da investigação ao lado oculto do interior dos Estados Unidos. Depois de um flashback para a infância de John Stewart onde vemos as medidas ousadas do pai do futuro herói para que seu filho não tenha medo, Lanternas salta para 2016 com Stewart, agora interpretado por um excelente Aaron Pierre, sendo treinado pelo veterano (e seu ídolo na juventude) Hal Jordan (Kyle Chandler). O mais novo foi escolhido pelos Guardiões do Universo para ser treinado pelo mais velho para um dia assumir o anel. Isso é uma quebra de tradição*. Normalmente, quando um Lanterna morre, o anel automaticamente escolhe outro dono, mas por alguma razão, Stewart está recebendo um tratamento inédito.

Lanternas

Kyle Chandler como Hal Jordan em Lanternas.

HBO

*De acordo com Hal, John não pode receber o anel ainda porque só há um Lanterna por planeta. Ao longo do episódio, porém, vemos que Hal esconde certas informações de John. Como sabemos que Guy Gardner vai aparecer na série, esse pode ser outro detalhe que o mentor está escondendo do aprendiz. Veremos.

Vemos um pouco do “treinamento” no primeiro episódio quando Hal deixa John preso dentro de um carro desgovernado (mas com o anel dentro) indo em direção a um penhasco. O que essa cena enfatiza, assim como tantos outros diálogos, é a boa e velha dinâmica de “good cop, bad cop”, mas dentro da parceria. A diferença é que aqui o rebelde desleixado é Hal Jordan, e seu estudante é um ex-militar regrado e respeitoso.

Muito do humor desse primeiro episódio, inclusive, vem de ver Hal se divertindo enquanto ele tenta tirar a paciência de Stewart. São momentos que reforçam a excelente escolha de atores. Sozinhos, Chandler e Pierre são muito bons. Juntos, eles reproduzem o tipo de química cômica que tempera boa parte do gênero buddy cop, no qual temos parceiros cujas diferenças parecem, na verdade, os completarem. Pense em 48 HorasMáquina Mortífera e outros. Não chega nesse patamar, mas é por aí que Mundy, Lindelof e King querem passear.

Lanternas

Aaron Pierre como John Stewart em Lanternas.

HBO

Toda essa dinâmica vem à tona enquanto os dois voam (Hal com poderes, John de econômica) até Rushville, cidade do estado de Nebraska, onde um tiroteio num jogo de futebol americano escolar acabou de ocorrer. Por alguma razão, Hal acredita que os mortos – e o único suspeito apreendido – são alienígenas, uma ideia inicialmente descartada tanto por John quanto pela afiada xerife local, Kerry (a sempre excelente Kelly Macdonald, veterana de Boardwalk Empire). Essa ideia aparentemente absurda, porém, chama a atenção do homem que manda na cidade, e é revelado como sogro da policial, William Macon (um imediatamente impactante Garret Dillahunt), um chefe de milícia cuja mansão foi transformada, essencialmente, num centro de treinamento militar. Hal e John ainda cruzam com mais dois membros da família. O filho de William, Billy (Jason Ritter) é quem tira Hal da cadeia quando ele vai preso depois de uma briga de bar, e a esposa, Zoe (Poorna Jagannathan), leva John para uma noitada quente sem que o recruta Lanterna saiba quem ela é.

Essa primeira hora em Rushville funciona mais como um preparo de terreno, levantando todas as peças envolvidas com o mistério e culminando com a confirmação da suspeita de Hal sobre o envolvimento de alienígenas no tiroteio. Após um grande vai-e-vem com Kerry, e não há como exagerar quão divertido é ver Chandler e Macdonald se alfinetando, Hal recebe a autorização de interrogar o suspeito apreendido no local. Ao longo do interrogatório, que de início parece estar saindo pela culatra, fica claro que o suspeito é um extraterrestre, mas em vez de entregar as informações, ele se mata numa explosão, levando boa parte da delegacia junto. O uso do anel salva Hal, John e Kerry – e, se acreditarmos na ameaça do alien sobre o tamanho da explosão que ele é capaz de fazer, o resto da cidade –, mas deixa muitas perguntas no ar. A maior delas, porém, vem no epílogo do episódio, quando vamos para 2026.

A última cena do episódio salta 10 anos no tempo. Em uma noite de inverno, John retorna à cidade de Rushville e reencontra Kerry no estádio onde a matança original aconteceu. Kerry conduz John pelos degraus da arquibancada, onde ele se depara com um Hal Jordan, sem anel, coberto por neve e aparentemente morto.

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Muito se especulou sobre a possível morte de Hal Jordan nessa série, e o destino do personagem é sugerido em diversos momentos. Há a noção de que o Lanterna Verde está vivendo perigosamente de propósito, e não encontra mais motivos para continuar. O que, então, aconteceu com ele? E se ele estiver realmente morto, o que isso significa para a série? É uma decisão que sem dúvidas frustrará alguns fãs (mas ainda teremos muitos episódios com a presença do herói nas cenas em 2016), mas que só poderá ser melhor avaliada quando tivermos a história completa diante de nós.

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