La Casa de Papel

Créditos da imagem: Netflix/Divulgação

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"La Casa de Papel, como vocês conhecem, acabou”, diz criador

Série será encerrada no próximo dia 3 de dezembro, mas já garantiu derivado de Berlim

Henrique Haddefinir
01.12.2021, às 09H41

La Casa de Papel chegará ao fim no próximo dia 3 de dezembro e, como tem acontecido com as produções de sucesso da Netflix, está cercada de especulações sobre a permanência de seu universo na plataforma. A série está no ar há tanto tempo que pouca gente se lembra que ela nem mesmo começou como uma produção original da plataforma. Antes de ter uma temporada única dividida em dois volumes, ela foi exibida pela emissora Antena 3, da Espanha. Mas só virou fenômeno quando foi parar no streaming. É claro que diante de um sucesso tão estrondoso, um novo assalto foi encomendado e impressionantemente retalhado em mais quatro partes (3, 4 e 5 volumes 1 e 2).

Mesmo assim, o criador Alex Pina garante que há mudanças importantes que ainda estão por vir e que o último volume é muito mais emocional que os anteriores: “É um volume muito orgânico e muito específico sobre como tudo isso começou e como vai terminar. As sequências que mais gosto da série inteira estão nesses últimos episódios, aliás”. A declaração de Pina na coletiva oficial da produção ecoa positivamente entres os fãs, já que em seus episódios passados a série demonstrou claramente não ter medo de tomar decisões drásticas. “Os fãs vão acompanhar esse último volume pensando: como eles vão conseguir sair dessa?”, completou Pina.

Álvaro Morte, o Professor, reforçou esse cenário quando falou sobre em que lugar seu personagem está inserido quando os episódios retornam: “Os criadores já têm o hábito de colocarem os personagens no limite e nesse volume eles conseguiram desenhar situações ainda mais extremas, de onde parece impossível sair”. Esses cenários muito calculados sempre foram uma marca da série. Alex Pina não esconde que nem sempre o embasamento está a favor da cena: “Temos um time que explica pra gente como imprimir dinheiro ou derreter ouro, coisas desse tipo... Mas, se a gente achar que a solução não será dramática o suficiente, a gente muda um pouco as coisas”.

As perguntas sobre uma continuação acabaram sendo inevitáveis, já que a palavra “sequência” se tornou uma espécie de sombra, rondando a série a cada novo bloco de episódios. Quando o anúncio da parte 3 foi feito, parte do público achou que outros roubos continuariam acontecendo temporada após temporada; quando, na verdade, a solução dos produtores foi criar um assalto ainda mais grandioso, que pudesse render mais de 20 horas de exibição. Uma continuação, então, seria uma ideia perigosa. “La Casa de Papel, como vocês conhecem, acabou”, afirmou Pina. “Se vocês acham que vamos deixar alguma porta aberta para um volume seis ou sete, a resposta é não. Se vocês se referem a um outro tipo de projeto... aí já é outra história”. Quem assistiu Vis a Vis sabe que para o showrunner, dar a determinados personagens uma sobrevida não é impossível.

Úrsula Corberó (Tóquio), relembrou alguns dos efeitos dessas “certezas” que são consideradas quando se fala da série: “Quando a gente terminou da primeira vez eu achei que era mesmo o fim e levei pra casa comigo um monte de coisas como lembrança. Aí veio a renovação e eu tive que levar tudo de volta pras filmagens da parte 3”. Ela confirmou que apesar do chocante final do primeiro volume da parte 5, Tóquio estará na série: “Estou muito feliz com o jeito que as coisas terminaram. Especialmente para Tóquio. Tivemos várias conversas sobre qual seria o melhor final pra ela e acho, pessoalmente, que nenhum outro caminho teria sido tão poético quanto esse”

É fato que diante de uma história que se tornou tão gigantesca, a ideia de um final pode se tornar tenebrosa: “Não sei como as pessoas vão reagir, porque ninguém quer que termine”, disse Jaime Lorente (Denver), resumindo uma expectativa geral do elenco e da produção. Se La Casa de Papel for fiel às suas raízes, o crime compensará para alguns. Isso significa que ninguém pode dizer realmente o que o futuro nos reserva. Ainda há muitas cidades para serem usadas como alcunhas de bandidos.  

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