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Krypton mistura comédia e sci-fi adolescente para contar história do avô do Superman

Assistimos ao primeiro capítulo do seriado do Syfy no SXSW 2018

Thiago Romariz
19.03.2018
15h31
Atualizada em
24.03.2018
00h03
Atualizada em 24.03.2018 às 00h03

Krypton, a nova série da DC que contará a história do avô do Superman, estreou no SXSW, festival de tecnologia, entretenimento e cultura pop que acontece em Austin, nos EUA. O Omelete teve a oportunidade de assistir a exibição do primeiro episódio e pode constatar que o SyFy, canal responsável pela produção, foge do realismo e da estética pé no chão de outras séries.

Aqui, a população e o planeta natal de Kal-El são montados com foco na ficção científica dos quadrinhos. Não é nada que se assemelhe a séries como Westworld ou Altered Carbon, claro, mas é um sci-fi sem vergonha e direcionado para um público mais jovem, digamos. Se uma comparação entre as séries da DC fosse feita, Krypton estaria com tom mais próximo de The Flash do que Arrow. Os trajes acompanham o couro já tradicional dessas séries, mas conceitos como viagem no tempo, combinação de DNA e até entidades espirituais são apresentadas e deixam tudo mais nerd do que o previsto.

Krypton começa com a derrocada da família El. Val-El, tataravô do Superman é condenado à morte por burlar as leis do planeta e deixa todo seu clã nas castas mais baixas da sociedade. Nenhum El é respeitado a partir dali. Ano se passam e Seg-El, o garoto que viu Val morrer, virou um rapaz brigão e que vive na periferia de Krypton com a família. Depois de um ato heróico, ele começa a integrar a parte mais privilegiada do local - mas não antes de descobrir os segredos por trás da condenação de seu avô.

Syfy/Divulgação

Sem entregar muito, dá para dizer que a série faz sinceras e bem-vindas homenagens aos filmes e quadrinhos de Superman. A trilha clássica toca, o penteado e visual de Val lembra Marlon Brando e até a capa do herói remete ao uniforme de Christopher Reeve. E claro, tudo que está ali é inspirado no design criado por Zack Snyder e cia desde Homem de Aço. Não será surpresa se, lá na frente, alguma coisa da série fizer alusão aos filmes da DC.

A mistura de comédia e sci-fi adolescente funciona bem em Krypton. Ao menos nesse primeiro capítulo, os diálogos expositivos são justificáveis e não incomodam tanto. É preciso, porém, que isso não se repita tanto nas próximas etapas da trama. A ideia de misturar viagem no tempo com o vilão Brainiac é promissora, mas complexa - é muito fácil cair na vala das explicações constantes sem personagens carismáticos. Por hora, Seg-El parece interessante e tem uma missão boa pela frente. Resta esperar para ver como será o desenrolar disso tudo.

Krypton estreia dia 21 de março nos Estados Unidos.