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Jimmy Kimmel anuncia que entrevista não irá ao ar após ameaças de comissão do governo, entenda

Apresentador explica que a comissão ligada ao governo Trump ameaçou o programa e emissoras da ABC por decisões editoriais

Omelete
2 min de leitura
Atualizada em 10.09.2026, ÀS 12H14

O apresentador Jimmy Kimmel anunciou que a entrevista com James Talarico, candidato democrata ao Senado pelo Texas, não será exibida na TV pela ABC. Segundo ele, a decisão foi tomada após a FCC (Comissão Federal de Comunicações), sob o governo de Donald Trump, ameaçar seu programa, a emissora e afiliadas locais por decisões editoriais, incluindo a escolha de convidados.

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“Por consideração às nossas emissoras locais, especialmente às nossas afiliadas da ABC no Texas, minha entrevista de amanhã com James Talarico não será transmitida pela televisão. Em vez disso, será publicada no YouTube”, explicou Kimmel durante o programa. A entrevista completa será disponibilizada no canal do Jimmy Kimmel Live na plataforma.

Pressão sobre programas de TV

Kimmel afirmou que candidatos políticos participam de programas de entrevistas há décadas e observou que ele próprio já entrevistou nomes como Hillary Clinton, Ted Cruz e Donald Trump. Para o apresentador, a postura da comissão mudou após Trump chegar à Presidência.

“A FCC dele me ameaçou, ameaçou nosso programa, ameaçou nossa rede, a ABC, nossas afiliadas, nossas emissoras locais”, disse Kimmel, referindo-se à pressão sobre a emissora.

A situação, contudo, não é novidade para Talarico. Vale lembrar que em fevereiro, o The Late Show with Stephen Colbert também foi impedido de exibir uma entrevista com o candidato após advogados da CBS anteciparem uma possível pressão da FCC relacionada às regras de “tempo igual” para candidatos políticos. Na época, o vídeo publicado no YouTube alcançou 9,5 milhões de visualizações, enquanto a campanha de Talarico arrecadou US$ 2,5 milhões nas 24 horas seguintes.

O cenário entre a ABC e a FCC é marcado por uma disputa mais ampla. A emissora processou a comissão, alegando que a agência promove um ataque aos seus direitos de liberdade de expressão. Para Kimmel, por enquanto, a alternativa é levar a entrevista para a internet: “Na América em que vivemos hoje, é o melhor que podemos fazer até novembro.”

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