Into The Dark | Como a série da Blumhouse pode criar novos cineastas de terror

Créditos da imagem: Into the Dark/Hulu/Divulgação

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Into The Dark | Como a série da Blumhouse pode criar novos cineastas de terror

Programa mensal dá espaço para pequenos talentos criarem curtas horrorizantes

Arthur Eloi
25.01.2019
18h34

Com sua fórmula de baixos orçamentos e lucros astronômicos, a Blumhouse Productions é uma das produtoras de terror mais influentes dos últimos anos, ajudando o gênero a se firmar como algo rentável e dando início à uma nova leva de excelentes filmes. Recentemente, a empresa de Jason Blum passou também a olhar para a televisão, meio que nunca teve uma relação com o horror tão proveitosa quanto o cinema. Após acertar com Objetos Cortantes e cambalear na adaptação de The Purge, a produção agora investe em Into the Dark, ambiciosa antologia no Hulu que pode revelar novos talentos do macabro.

A ideia é simples: uma série de TV exibida mensalmente, com cada episódio trazendo uma nova história de terror, feita com diferentes diretores, produtores e elenco. O conceito não é inédito, mas é um que já se provou positivo no passado, como no clássico Twilight Zone ou na recente Black Mirror. O programa da Blumhouse tem uma estrutura parecida, mas com mais possibilidades narrativas do que os exemplos acima, já que a obra de Rod Serling era focada em contos bizarros, e o seriado da Netflix traz histórias distópicas sobre tecnologia. A única coisa que dá consistência aos capítulos de Into The Dark é o período em que se passam. Como a transmissão é mensal, isso abre a possibilidade de explorar desgraças em cima de datas comemorativas do mês de exibição, como o episódio de Dia das Bruxas que foi ao ar em outubro nos EUA, ou "New Year, New You", que brinca com o Ano Novo.

A estrutura do seriado lembra muito a coletânea V/H/S, já que não parece tão focada em construir algo uniforme, mas sim dar uma oportunidade para pequenos cineastas tentarem a sorte e apresentarem seu trabalho de forma muito mais chamativa que uma mostra especializada no gênero, e com público mais amplo. Levando em conta que é um projeto da Blumhouse, isso pode sim ser uma ótima ideia: a produtora tem um histórico de colocar pequenos produtores no comando de suas franquias milionárias, como aconteceu em Jogos Mortais e Sobrenatural, responsáveis por revelar nomes como Leigh Whannel, que ganhou atenção ao comandar o sci-fi Upgrade em 2018, ou Adam Robitel, que dirige o vindouro Escape Room.

Into the Dark é uma verdadeira incubadora de novos talentos. Basta olhar os créditos dos episódios para ver como o programa é a primeira grande chance de muitos cineastas. Se a temporada terá qualidade é algo para se ver, mas a série já interessa por ajudar a cultivar uma nova geração de produtores de terror. Se a TV for a próxima a receber um boom de obras do gênero, há grandes chances do seriado ser parcialmente responsável por isso.

Into the Dark estreia no Brasil em 25 de janeiro no canal Space, às 22h30.