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<i>Lost</i>: Perdidamente sem pistas

<i>Lost</i>: Perdidamente sem pistas

Bruno Carvalho
23.06.2005
00h00
Atualizada em
01.12.2016
06h03
Atualizada em 01.12.2016 às 06h03

Jack (Matthew Fox)

Charlie (Dominic Monahan)

"Numbers" é dedicado ao
gorducho Hurley (Jorge Garcia)


Kate (Evangeline Lilly)

Perdidamente sem pistas... é assim que está o espectador que já acompanhou metade da primeira temporada de Lost. E deve continuar assim por mais um bom tempo. J.J. Abrams (Alias, Felicity), co-criador e produtor executivo da série, promete mais surpresas e menos (isso mesmo, menos) respostas até o derradeiro episódio que encerrará os primeiros 40 dias dos náufragos.

A premissa: um vôo transoceânico Sydney/Los Angeles cai em uma ilha do pacífico sul onde ocorrem estranhas manifestações que despertam o que há de melhor e pior em cada sobrevivente. Estas pessoas, cada uma com suas particularidades, devem enfrentar seus medos e suas diferenças para permanecerem unidos e vivos enquanto percebem que podem não estar sozinhos naquele lugar.

Ao longo dos episódios, somos apresentados ao passado obscuro dos personagens por meio de flashbacks que fazem desmoronar nossa simpatia ou antipatia por cada um deles. Uma simples lembrança ou revelação pode gerar grandes reviravoltas e elas acontecem aos montes a cada capítulo. E esse é o ponto alto de Lost: a agilidade e versatilidade de seu texto. É um mergulho na psique humana em situações extremas e além de nossa compreensão.

Já a ilha, que parece conspirar contra todos, é, ao mesmo tempo personagem principal e coadjuvante nessa aventura intimista e intensa co-escrita por antropólogos e psicólogos.

Por isso, a série vem aguçando cada vez mais a curiosidade de fãs ao redor do mundo que se juntam em fóruns e salas de bate-papo para tentar criar uma teoria que explique os acontecimentos bizarros: Ursos polares que aparecem em clima tropical; um possível monstro que não se revela; estranhos sons na floresta e a presença de antigos habitantes com intenções obscuras, os outros. Talvez a última série a deixar o espectador com tantos questionamentos foi Arquivo X, mas o produtor executivo Damon Lindelof já adianta: Lost não é uma ficção científica, embora contenha elementos desse gênero.

E se você acha que essas perguntas já são demais, os próximos episódios introduzirão fatos ainda mais intrigantes, como os misteriosos números de Numbers (episódio 18) - vai ao ar no Brasil dia 27 de junho - que é, com certeza, um dos melhores da série, e outras surpresas que é melhor não contar ainda...

Lost é exibido toda segunda às 21h no AXN (que vem dando um show em outros canais que já são famosos por suas reprises intermináveis), com reprises em horários alternativos nas terças (11h e 16h), domingos (20h) e também nas segundas (20h), logo antes do episódio inédito da semana. O canal também realiza maratonas especiais a cada seis episódios, para que você não perca nenhum fato. Em breve, com o final da primeira temporada, deve começar tudo outra vez, para quem não embarcou no vôo 815 consiga seu lugar na janelinha finalmente. Então vá se preparando e Get Lost!