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<i>Kitty Pryde: O orgulho dos X-Men</i>

<i>Kitty Pryde: O orgulho dos X-Men</i>

Érico Borgo
23.04.2003
00h00
Atualizada em
02.11.2016
02h04
Atualizada em 02.11.2016 às 02h04

Em 1989, a Marvel Productions desenvolveu um piloto do que seria o primeiro desenho animado exclusivo dos mutantes da Marvel. Intitulado Kitty Pride: O orgulho dos X-Men (Pryde of the X-Men), o episódio foi criado tendo como base Homem-Aranha e seus incríveis amigos (Spider-Man and his amazing friends, 1982), seriado de animação no qual os pupilos de Charles Xavier fizeram três aparições.

Com meia-hora de duração e um roteiro fraco, o piloto mostra a jovem Kitty Pryde, conhecida dos quadrinhos como a Lince Negra, chegando à Escola para Jovens Superdotados do Professor Charles Xavier. De cara, já é levada à Sala de Perigo para conhecer os outros alunos da escola: Ciclope, Colossus, Wolverine, Cristal, Tempestade e Noturno. Enquanto isso, o terrorista mutante Magneto consegue escapar da prisão e reúne sua Irmandade de Mutantes para um ataque coordenado em duas frentes aos X-Men. Divididos, os pupilos de Xavier acabam derrotados e Magneto consegue o que queria - o circuito do computador Cérebro.

O plano do vilão é utilizar o circuito para mudar a órbita de um cometa e acabar com todos os humanos na Terra. Como ele pretendia repovoá-la de mutantes tendo apenas o Fanático, Pyro, Groxo e a Rainha Branca em segurança, eu não tenho idéia, mas imagino que a Rainha Branca teria muito trabalho pela frente... ;-)

Escrito por Larry Parr e narrado por Stan "The Man" Lee em pessoa, o desenho tem uma boa animação e traços, mas é muito confuso para quem não conhece os personagens. Além disso, não respeita as personalidade dos heróis. Como um exemplo claro disso, Wolverine, depois de lutar com o Groxo, fica tomando conta do vilão caído enquanto seus colegas partem para a briga contra os outros inimigos. Qualquer pessoa que já tenha sequer olhado pra cara do baixinho sabe que ele jamais abandonaria uma briga, ainda mais por um motivo tão ridículo... enfim, por essas e outras é que o desenho parou por aí. Nada de série animada dos mutantes. Os filhos do átomo só se tornariam desenho animado três anos mais tarde, quando uma adaptação bastante fiel aos quadrinhos foi ao ar.

Apesar do fracasso, Kitty Pride: O orgulho dos X-Men ganhou uma quadrinização oficial, publicada no Brasil pela Editora Abril no início dos anos 90. O álbum, parte da linha Graphic Marvel, é composto de frames extraídos diretamente do desenho, com balões de texto adaptados por Danny Fingeroth. Nem se preocupe em procurar por ela nos sebos ou implorar por republicações... a revista é tão fraca quanto a animação.