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Tudo sobre Escravos da Fé, série proibida pela justiça e lançada no HBO Max

Documentário investigativo sobre os Arautos do Evangelho chegou a ter divulgação barrada, mas foi liberado

Omelete
2 min de leitura
AC
12.03.2026, às 13H16.
Atualizada em 12.03.2026, ÀS 13H27
Arte da série Escravos da Fé - Os Arautos do Evangelho

Créditos da imagem: HBO Max/Reprodução

A minissérie documental Escravos da Fé - Os Arautos do Evangelho já chegou ao HBO Max. Polêmica, a produção investigativa chegou a ser proibida pela justiça antes de ser liberada e chegar ao streaming. Abaixo, você confere tudo sobre a série:

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O que é Escravos da Fé - Os Arautos do Evangelho?

Escravos da Fé - Os Arautos do Evangelho é uma série que investiga denúncias e polêmicas da associação católica grupo ultraconservadora Arautos do Evangelho. A produção parte de relatos sobre o processo de recrutamento para a instituição, acusações sobre práticas internas, a influência política e financeira e a investigação da morte de um jovem nas dependências da entidade.

A produção ouviu membros, ex-membros, familiares, sacerdotes, investigadores e autoridades, além de documentos e evidência para entender a trajetória da organização e os casos.

Quantos episódios a série tem?

Escravos da Fé - Os Arautos do Evangelho é uma minissérie em três partes, com episódios de aproximadamente 45 minutos. Os três já estão disponíveis para streaming no HBO Max.

Por que a série foi proibida?

Em dezembro de 2025, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) proibiu a divulgação do documentário. Segundo o jornal Metrópoles, os Arautos do Evangelho entraram na justiça afirmando que os fatos abordados na produção são alvo de processo criminal sigiloso, o que foi acatado pelo órgão, que vetou a veiculação da obra até o fim da disputa judicial.

Quando ela foi liberada?

Em fevereiro de 2026, a Warner Bros. Discovery, a empresa-mãe da HBO Max, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) argumentando que a produção não aborda informações que estão protegidas por segredo de justiça. O recurso foi aceito em março pelo ministro Flávio Dino, que argumentou que a proibição seria “imposição de censura prévia”.

Como os Arautos do Evangelho reagiram ao documentário?

Os Arautos do Evangelho publicaram um longo comunicado em seu site oficial. A associação afirmou que não questiona a liberdade de expressão ou a decisão do STF em liberar a obra, mas argumentou que “a liberdade de expressar-se não dá a ninguém o direito de caluniar, muito menos de intolerância religiosa”.

“O documentário que se anuncia é ofensivo e carece de verdade. As acusações que prometem ser apresentadas já foram apreciadas pela Justiça e não resultaram em condenação. Trazer esses temas com ares de ‘ineditismo’, além de mostrar um oportunismo sensacionalista, é um desrespeito ao ordenamento jurídico e à própria estabilidade da ordem social”, afirma o texto.

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