Séries e TV

Crítica

The Flash - 3ª Temporada

Barry e seu time são vítimas de um novo loop temporal; e acabam colocando o público nele

Aline Diniz
26.05.2017
10h37
Atualizada em
09.10.2019
14h05
Atualizada em 09.10.2019 às 14h05

A história de um velocista - ou melhor, do homem mais rápido da Terra, como o próprio Barry Allen (Grant Gustin) diz na abertura de The Flash -, é limitada. Conforme vimos nos três primeiros anos da série, é sempre uma questão de vida ou morte com alguém muito próximo do nosso herói - mas ao mesmo tempo que a ameaça real seja a um familiar ou amigo, algo acaba acontecendo e todo o mundo também fica ameaçado. O terceiro ano da série, no entanto, teve alguns problemas de desenvolvimento ao longo de seus episódios, introduzindo questões difíceis demais para serem resolvidas e uma solução extremamente simplista.

[Cuidado! Possíveis spoilers abaixo!]

O Flashpoint trouxe inúmeros problemas para Barry nos primeiros episódios do ano. Após retornar para sua realidade, ele descobre que muita coisa mudou por causa da atitude que ele tomou, trazendo mais dor e problemas para seus amigos mais próximos. Arrependido, Barry consegue se desculpar e remendar o time - mais uma vez -, e então partimos para a luta contra os vilões regulares por um tempo, até ser estabelecido o próximo vilão principal da temporada.

O maior problema aqui é que Savitar (ou Alquimia) e seus motivos não são definitivamente estabelecidos até estarmos bem na metade da segunda parte do ano - o que significa que tudo, desde a explicação de suas motivações, a descoberta de sua real identidade, a pesquisa do time por uma solução e a solução do problema em si não acontecem até a perna final da temporada, os quatro últimos capítulos. Toda a resolução da temporada fica, então, apressada, mal explicada e, de modo geral, preguiçosa.

O que The Flash ainda sabe fazer bem é manter a relação entre os personagens viva. Toda a trama de Caitlin Snow (Danielle Panabaker) e sua transformação em Nevasca, sua relação com Cisco (Carlos Valdes) e Julian (Tom Felton), a luta contra a mutação definitiva na vilã - é isso que ainda traz vida à série. Apesar de todos os problemas, é sim a família que compõe o time de Barry que não faz da produção um desastre completo, trazendo empatia aos personagens e suas próprias batalhas.

Apesar disso, a repetição de tramas ainda é um problema que traz sérias consequências à The Flash. Desde o primeiro ano, os principais vilões que Barry e seu time enfrentam são velocistas - e, aparentemente, há apenas um número limitado de histórias que podem ser derivadas disso. As questões envolvendo a Força de Aceleração sempre retornam pra assombrar Barry e sempre é ele que deve se sacrificar para que tudo esteja estável novamente. Algo precisa ser feito com relação a isso e a série precisa seguir em frente, pensar em novas ameaças, criar novos desafios ao time. Já parece que estamos nós mesmos, o público, vivendo um grande loop temporal.

Nota do Crítico
Regular