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Séries e TV
Crítica

Widow’s Bay se inspira em Stephen King para fazer excelente suspense cômico

Nova produção da Apple TV é um deleite para que gosta de mistérios, comédia e um toque de bizarrice

Omelete
2 min de leitura
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05.06.2026, às 21H09.
Widow’s Bay se inspira em Stephen King para fazer excelente suspense cômico

Não existe nenhum tipo de sinopse ou explicação que prepare o espectador para a esquisitice de O Segredo de Widow’s Bay, nova série da Apple TV. Estrelada por Matthew Rhys, grande nome da televisão e protagonista de projetos como The Americans e Perry Mason, a produção mistura gêneros como suspense e comédia em uma trama que faz uma miscelânea de referências à literatura de terror, com inspiração no tom dos contos de Stephen King. O resultado é um deleite para quem não procura a história padrão da TV mais tradicional.

Os nomes envolvidos na produção deixam claro de onde vem o humor do roteiro. A showrunner é Katie Dippold, de Parks and Recreation, e a direção de vários episódios fica a cargo de Hiro Murai, conhecido principalmente pela elogiada série Atlanta. Toda a experiência desses dois trabalhos ganha contornos muito diferentes no seriado da Apple, já que a história aqui acompanha uma ilha da Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, aparentemente amaldiçoada. O prefeito, vivido por Rhys, não só é cético em relação aos rumores como pretende transformar o local em um ponto turístico nacional.

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Loftis, o prefeito, passeia por essa fantasia cômica como um cidadão que está, assim como o espectador, perdido em meio a tantos acontecimentos esquisitos e inexplicáveis. Ele começa a acreditar quando sua família é envolvida, e então todos os coadjuvantes passam a sair do contorno conspiracionista para entrar em um espectro de horror com toques espirituais. Em determinado momento, tudo isso vira suspense slasher, drama de época e até tragédia ambiental, tudo em questão de quatro episódios.

Widow’s Bay não se preocupa em levar a sério os absurdos nem mesmo os detalhes mais doentios da maldição que permeia a ilha. A população da cidade, aliás, convive tão bem com seus segredos quanto a série convive com as mudanças de gênero do roteiro. Dippold finca sua veia cômica em Patricia (Kate O’Flynn) e no gabinete de Loftis, enquanto o aspecto familiar de todos ao redor ganha um drama leve o suficiente para que a comédia não seja a única característica relevante daqueles personagens.

O fato de não ter um apego incessante ao mistério em si concede uma leveza especial a Widow’s Bay. Por outro lado, não mergulhar em cada resposta com o afinco de séries como Origem ou Lost pode afastar determinado tipo de público, já que a trama não está loucamente interessada no próximo plot twist, mas sim na próxima oportunidade de criar uma situação estranha o bastante para se tornar única. E dá para dizer que, nesta primeira temporada, a missão foi cumprida com louvor.

Nota do Crítico

O Segredo de Widow's Bay

Criado por: Katie Dippold
Onde assistir:

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