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Crítica

Pretty Little Liars - 7ª Temporada | Crítica

Série termina com grande reviravolta, mas episódio morno

Camila Sousa
28.06.2017
17h30
Atualizada em
28.06.2017
18h01
Atualizada em 28.06.2017 às 18h01

Como muitas séries de TV de sua geração (Gossip Girl, The Vampire Diaries, etc.), Pretty Little Liars fez parte das vidas de jovens que cresceram com os personagens, acompanharam seu desenvolvimento e, possivelmente, amadureceram com Spencer (Troian Bellisario), Hanna (Ashley Benson), Aria (Lucy Hale), Emily (Shay Mitchell) e Alison (Sasha Pieterse). Porém, a forma como a jornada das protagonistas terminou na 7ª temporada deixou o público dividido.

Anunciada como a última, o sétimo ano começou com vários elementos conhecidos da trama (suspense, segredos, mentiras), mas tudo parecia mais raso do que nos anos anteriores, algo que se refletiu da final da série. Fica a sensação de que Pretty Little Liars se estendeu mais do que deveria, como se os produtores e a criadora, I. Marlene King, estivessem confusos sobre como terminar a trama.

Durante toda a sua jornada, a série sempre teve como diferencial o sentimento de mistério e culpa entre as jovens, começando pelo sumiço de Alison DiLaurentis e o aparecimento de A, uma misteriosa presença que ameaçava as garotas o tempo todo. Quando tudo isso foi resolvido, a série optou por não terminar em seu auge e continuou explorando a mesma trama, com poucas mudanças. É exatamente isso que acontece no sétimo ano, que explora A.D., um novo perseguidor que parece mais esperto e perigoso do que A.

Porém, diferente dos mistérios anteriores, a revelação da identidade de A.D. aconteceu de forma abrupta, apenas na metade do episódio final da série. Com isso, apesar dos esforços das cenas explicativas, ficou difícil comprar as motivações e criar uma relação com a vilã, algo melhor construído nos anos anteriores. Além disso, era esperada uma reunião dos personagens que já tinham deixado a série, mas muitos nomes ficaram de fora do episódio, como o irmão de Alison, Jason DiLaurentis (Drew Van Acker). Até mesmo os clássicos desfechos, como casamento, gravidez, viagens, etc., tiveram menos emoção do que eventos anteriores.

Ainda assim, é preciso valorizar os pontos positivos da atração, que sempre investiu em uma tema comum, a amizade, mas conseguiu mostrar isso de forma muito verdadeira entre as cinco garotas. Com o passar dos anos, “as Liars” passaram por muitos traumas, de problemas de escola a sequestros, torturas, acidentes e uma gravidez não desejada. Eventos que fizeram de cada jovem o porto-seguro da outra, mas sempre mantendo suas personalidades diferentes e únicas. Outro ponto interessante é como Pretty Little Liars tratou, até seu último episódio, do tema da homossexualidade e da transexualidade de forma orgânica, sem fazer disso uma grande questão ou definir as personagens apenas por essas características. Tudo isso existe e acontece naturalmente, como deve ser.

No final, Pretty Little Liars se acostumou tanto com mistérios e segredos que ficou com tramas demais para serem encerradas. A conclusão focou em explicar apenas o maior deles, ainda que de forma absurda, esquecendo de dar algumas respostas. Para os fãs que esperavam cenas épicas, a série deixou a desejar. Para quem se entretém com tramas mirabolantes e grandes diálogos explicativos, foi um desfecho divertido.

Nota do Crítico
Bom