Séries e TV

Crítica

Orange is the New Black - 1ª Temporada | Crítica

Fortes protagonistas femininas sofrem com flashbacks mal montados

Aline Diniz
09.08.2013
14h00
Atualizada em
29.06.2018
02h43
Atualizada em 29.06.2018 às 02h43

Acompanhando o sucesso das séries originais da Netflix, Orange is the New Black trouxe uma nova proposta à TV: um forte elenco de protagonistas femininas. Encabeçadas por Piper Chapman (Taylor Schilling), as detentas da fictícia penitenciária federal Litchfield, em Nova York, provam que há espaço e potencial em suas diversas histórias de vida.

Orange is the New Black

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Baseada no livro homônimo de Piper Kerman e adaptada para a TV por Jenji Kohan (Weeds), a série acompanha Chapman, uma moradora do Brooklyn cuja relação com a traficante Alex (Laura Prepon) resulta em sua prisão. Sem qualquer experiência para lidar com o novo ambiente, Piper busca entender mais sobre a cultura das prisões femininas, passando por drásticas mudanças em sua própria personalidade enquanto cumpre sua sentença.

Ao abordar assuntos universais, Orange is the New Black consegue conquistar uma audiência diversa, fidelizando um público que não se interessaria, por exemplo, por Sex and the City ou Desperate Housewives, outros programas estrelados por mulheres. A diferença é mostrar o poder e a força feminina por si só, indicando que não é necessária a influência direta de um homem para que qualquer evento ocorra.

Outro trunfo da série é conseguir manter o passo de comédia com episódios de uma hora de duração. As chamadas "dramédias" estão cada vez mais recorrentes na programação, ocupando um espaço que há tempos estava vago. Os recorrentes 30 minutos de séries cômicas às vezes deixam a desejar, enquanto os dramas de 60 minutos podem passar da conta. Ao misturar os gêneros, se estabelece um ritmo interessante que engloba desde festas de despedida a presidiárias até pesadas cenas de espancamento.

Determinada a estabelecer que todas as detentas têm histórias de vida diferente daquilo que mostram dentro da prisão, a série introduz flashbacks para mostrar suas famílias e, em alguns casos, o motivo pelo qual foram parar ali. O formato foge das rédeas quando o grupo de mulheres presentes na vida encarcerária de Piper cresce a cada episódio; os flashbacks, que são apresentados em momentos errados dentro do contexto, ficam desconexos e contam histórias desinteressantes sobre as moças, deixando algumas personagens de fora da explicação proposta desde o início. A montagem peca ao contar parte do passado de uma enquanto explora a vida na prisão de outra, sem que haja uma conexão prévia.

Os 13 episódios da temporada de estreia de Orange is the New Black introduzem bem a trajetória de Piper na cadeia. No entanto, se o foco tivesse permanecido somente nela ou um grupo menor de mulheres, talvez teríamos nos envolvido e relacionado melhor com o grupo de criminosas. Quem sabe a segunda temporada aprenda com os erros da primeira e se aprofunde mais em histórias possivelmente mais interessantes das que vimos por agora.

Nota do Crítico
Bom

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