Séries e TV

Crítica

Mob Psycho 100

Adaptação live action do mangá decepciona

Gabriel Avila
10.07.2018
12h42
Atualizada em
10.07.2018
13h17
Atualizada em 10.07.2018 às 13h17

One é um autor que ganhou notoriedade com One-Punch Man - seu mangá de maior sucesso, que virou anime e arrebanhou uma multidão de fãs pelo mundo todo. A popularidade de Saitama e companhia ajudou a alavancar outro título do autor: Mob Psycho 100. A obra já havia sido adaptada em anime, disponível pelo Crunchyroll, e agora ganha uma minissérie produzida pela TV Tokyo em parceria com a Netflix. Investindo cada vez mais em animes, o serviço de streaming tenta também emplacar live-actions, mas assim como Fullmetal Alchemist e Death Note, Mob Psycho 100 não faz uma boa a transição entre as mídias e acaba decepcionado.

A série acompanha Mob, um garoto com poderes psíquicos. Ele trabalha meio período no escritório espiritual de um charlatão, que se aproveita de seus dons para resolver casos que aparecem. Mob sonha em conquistar Tsubomi, sua paixão de infância que só tem olhos para Ritsu, seu atlético irmão mais novo. O garoto deve conciliar sua vida de estudante do ensino médio ao de Esper, nome dado aos paranormais, sempre tomando cuidado para não chegar ao seu limite. Se usar 100% de seu poder, Mob explode.

Apesar da premissa sobrenatural, Mob Psycho 100 é um mangá de comédia, e a série se perde ao não saber trabalhar o humor. É difícil encontrar um culpado, pois a produção falha em todos os aspectos, do texto ao elenco principal. A trama segue os acontecimentos da obra original de forma fiel, mas a falta de cuidado transforma momentos hilários das páginas em mero pastelão.

Enquanto o original faz rir ao satirizar clichês e subverter expectativas com um toque de nonsense, a série perde o timing das piadas e não só as tornam previsíveis, mas maçantes. Informações-chave ficam subentendidas enquanto acontecimentos triviais são reprisados à exaustão. Os problemas continuam no elenco, que parece perdido e entrega reações pouco naturais, beirando a caricatura, sem cativar e muito menos divertir.

A parte sobrenatural da adaptação também deixa a desejar com efeitos visuais malfeitos e cenas pouco inspiradas. O universo dos Espers soa sempre desinteressante, sem contrastar esses desafios fantásticos com a jornada de Mob para ser um garoto normal. Mob Psycho 100 é simplesmente uma oportunidade perdida.

Nota do Crítico
Ruim